Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Presidente do Congresso volta à defesa das emendas parlamentares

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Terça, 26 de Agosto de 2025 às 20:21, por: CdB

A fala vem dias após o ministro do STF Flávio Dino determinar que a Polícia Federal abra inquérito para investigar 964 emendas parlamentares que não tiveram seus planos de trabalho cadastrados.

Por Redação – de Brasília

Presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (UB-AP) voltou-se ao apoio incondicional, nesta terça-feira, das emendas parlamentares. Muitas delas estão sob investigações, no Supremo Tribunal Federal (STF).

— A criminalização do Orçamento do Estado brasileiro ou do Congresso é a criminalização da democracia, da política e das instituições. Esse é um momento delicado da história, em que temos que defender as instituições, defender a democracia e o Estado brasileiros. Essas agressões também são (ataques) à nossa democracia e ao povo brasileiro — disse Alcolumbre, em seminário realizado na Câmara.

Presidente do Congresso volta à defesa das emendas parlamentares | Davi Alcolumbre (UB-AP) é um fervoroso defensor das emendas parlamentares
Davi Alcolumbre (UB-AP) é um fervoroso defensor das emendas parlamentares

A fala vem dias após o ministro do STF Flávio Dino determinar que a Polícia Federal abra inquérito para investigar 964 emendas parlamentares que não tiveram seus planos de trabalho cadastrados. As emendas, somadas, chegam a R$ 694 milhões. O inquérito será aberto após o Supremo decidir que as emendas Pix deveriam ser executadas mediante a aprovação de um plano de trabalho.

 

Equilíbrio

Além disso, já existem na corte hoje mais de 80 inquéritos para apurar denúncias e possíveis irregularidades envolvendo emendas, como o que colocou sob investigação da Polícia Federal toda a cúpula da Câmara na gestão do ex-presidente Arthur Lira (PP-AL). Os líderes daquela época, e o próprio Lira, estão sob escrutínio por tentarem manter sob sigilo os reais autores de cada emenda ao Orçamento, prática que o STF proibiu que continuasse.

Alcolumbre afirmou, por fim, que é preciso ter equilíbrio e deixar de “criminalizar por criminalizar”. Segundo interlocutores do presidente do Senado, contudo, sua fala não teria sido direcionada a Dino.

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