Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Violência em bares dobra na Região Metropolitana do Rio

Arquivado em:
Segunda, 28 de Julho de 2025 às 11:47, por: CdB

Em sete meses, 52 pessoas foram baleadas nestes locais; Baixada Fluminense lidera com 61% dos casos.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O que deveria ser um momento de lazer e descanso tem se transformado em tragédia em dezenas de bares e restaurantes da Região Metropolitana do Rio. Somente neste ano, até a última quinta-feira, ao menos 52 pessoas foram baleadas dentro ou nos arredores desses estabelecimentos. Destas, 28 morreram e 24 ficaram feridas, segundo dados da plataforma Fogo Cruzado. O número representa o dobro de casos em relação ao mesmo período de 2024. As informações são do jornal Extra.

Violência em bares dobra na Região Metropolitana do Rio | O número representa o dobro de casos em relação ao mesmo período de 2024
O número representa o dobro de casos em relação ao mesmo período de 2024

Os episódios de violência ocorrem com maior intensidade na Baixada Fluminense, onde 32 pessoas foram atingidas por tiros desde janeiro. Nova Iguaçu lidera esse ranking com 17 vítimas, sendo nove mortos e oito feridos. Duque de Caxias aparece em seguida, com dez baleados em bares, quatro deles mortos. A capital fluminense também enfrenta o problema, especialmente na Zona Oeste, com 13 vítimas, sendo seis fatais.

O caso mais recente que gerou comoção ocorreu na tarde da última terça-feira, em Bangu. Gizelle Lucena Tavares, de 31 anos, estava com o marido e o filho de apenas dois meses no Boteco do Búfalo, na Estrada Rio da Prata, quando um homem armado entrou no local para assaltar. Segundo relatos, ele agrediu um cliente com uma coronhada, o homem reagiu e houve troca de tiros. Gizelle foi atingida na cabeça e permanecia internada em estado grave no Hospital Salgado Filho, no Méier, até a noite de domingo.

No fim de semana anterior, dois homens morreram e outros dois ficaram feridos em um ataque em um bar na Vila Rosário, em Duque de Caxias. Já em Maricá, um policial militar do 16º BPM (Olaria) foi executado a tiros enquanto estava em um bar no último dia 20.

Inocentes atingidos, comerciantes preocupados

Com o avanço da violência, comerciantes da Baixada Fluminense relatam medo generalizado e mudança de rotina. Muitos estabelecimentos estão fechando as portas mais cedo, por volta das 23h, na tentativa de reduzir os riscos. Alguns, inclusive, instalaram grades para proteção dos funcionários e clientes

A maior parte dos casos registrados tem características de execução ou emboscada. Os criminosos chegam com alvos definidos, mas disparam indiscriminadamente, atingindo pessoas inocentes que estavam próximas.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Estado do Rio de Janeiro (Abrasel-RJ) acompanha com preocupação o cenário e afirma que tem buscado diálogo com as autoridades para exigir medidas efetivas de proteção aos comerciantes, funcionários e frequentadores dos estabelecimentos.

Resposta das autoridades

Procurada, a Polícia Civil declarou desconhecer a metodologia adotada pela plataforma Fogo Cruzado e a forma como os dados são coletados. O órgão afirmou que suas ações se baseiam em informações de inteligência, investigações e dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP). Os homicídios ocorridos na Baixada estão sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que, segundo nota oficial, “emprega as mais modernas técnicas investigativas para apurar autoria e motivação dos crimes”.

Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo