Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

PM de folga é preso por matar homem em casa de shows na Zona Oeste

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Sexta, 29 de Agosto de 2025 às 11:22, por: CdB

Testemunhas relataram que o agente levou um soco durante a discussão, dentro de uma casa de shows, e, minutos depois, retornou ao local armado e atirou contra a vítima.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Um policial militar de folga foi preso por atirar e matar um homem após uma briga em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, na última segunda-feira.

PM de folga é preso por matar homem em casa de shows na Zona Oeste | Vítima foi levada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas não resistiu
Vítima foi levada para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas não resistiu

Testemunhas relataram que o agente levou um soco durante a discussão, dentro de uma casa de shows, e, minutos depois, retornou ao local armado e atirou contra a vítima.

Yago de Lima Borges chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Ele passou por cirurgia e permaneceu internado em estado grave. Nesta sexta-feira, a unidade informou que ele não resistiu aos ferimentos.

O caso aconteceu na Rua Francisco Real. Ainda conforme os relatos, o policial foi agredido e deixou o local. Minutos depois, ele teria retornado e atirado na vítima, já do lado de fora do estabelecimento.

Ele foi detido ainda no local por homens do 14º BPM (Bangu) e encaminhado para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói. O caso é investigado pela 34ª DP (Bangu).

Homem condenado a 25 anos por matar passista trans em São Gonçalo

Um crime brutal que chocou São Gonçalo teve seu desfecho na quinta-feira, quando o Tribunal do Júri condenou Marlon Nascimento a 25 anos de prisão pelo assassinato da passista trans Amanda de Souza Soares, conhecida artisticamente como Mandy Gin Drag. O homicídio, ocorrido em fevereiro de 2024, foi considerado quadruplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel, traição e feminicídio.

Segundo a investigação, Marlon atraiu Amanda até um terreno baldio ao lado da casa dela, no bairro Jardim Nova República, após enviar diversas mensagens pelas redes sociais. Os dois mantinham um relacionamento que o acusado temia ver revelado. No local, ele a golpeou brutalmente com uma faca, ceifando a vida de uma artista que era referência no carnaval gonçalense e ativista da comunidade trans.

Durante a sentença, a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine destacou a frieza do réu, que tentou manipular a cena do crime criando um falso álibi e até chegou a consolar amigos da vítima. “Sua conduta demonstra o desprezo à vida da vítima, bem como sua intenção de confundir as investigações”, escreveu a magistrada.

Amanda era reconhecida pela energia nos desfiles da Acadêmicos do Cubango, onde desfilava como passista desde a adolescência. Além do samba, tinha paixão pela música sertaneja e se apresentava em festas interpretando grandes sucessos. Nas redes, se identificava como mulher trans, drag queen e ativista da causa LGBTQIA+.

O caso reacende o alerta para a escalada de violência contra pessoas trans no estado do Rio de Janeiro. De acordo com levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), somente em 2024 foram registrados 10 assassinatos de pessoas trans no Estado, a maioria mulheres trans e travestis.

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