Polícia Civil captura jovem de 22 anos acusado de chefiar o tráfico na Lapa; ele teria ligação com os criminosos Jiló e Abelha, do Comando Vermelho, e ofereceu R$ 30 mil para não ser preso.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil prendeu no domingo um homem acusado de gerenciar o tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio. Segundo a corporação, o suspeito tentou escapar correndo, mas acabou detido em flagrante com entorpecentes. Para evitar a prisão, ofereceu R$ 30 mil aos agentes, que recusaram a propina. O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá).

O detido é Luiz Felipe Santos de Freitas, de 22 anos, que havia deixado a prisão apenas 12 dias antes, onde cumpria pena por roubo. De acordo com as investigações, ele é sobrinho de Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. A polícia afirma que Luiz foi escalado para controlar pontos de venda de drogas na Lapa, área conhecida pela intensa vida noturna e pelo avanço de facções em imóveis abandonados.
Ligações com líderes do CV
A prisão reforça a conexão entre Jiló e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha, considerado um dos chefes do Comando Vermelho em liberdade. Abelha é acusado de participação em guerras de facções, incluindo a invasão ao Morro de São Carlos, em 2020, que resultou na morte de Ana Cristina da Silva, de 25 anos, baleada ao proteger o filho pequeno durante um tiroteio.
Jiló, por sua vez, responde a pelo menos cinco mandados de prisão e já foi investigado pela morte do turista italiano Roberto Bardella, assassinado em 2016 ao entrar por engano no Morro dos Prazeres.
Prisão e novos crimes imputados
Além das acusações de tráfico e associação para o tráfico, Luiz Felipe também foi autuado por corrupção ativa, devido à tentativa de suborno. Segundo a polícia, a prisão evidencia a disputa territorial do Comando Vermelho em regiões centrais da cidade, antes consideradas redutos apenas de lazer e turismo.
As investigações seguem para identificar outros integrantes do esquema e reforçar o combate ao crime organizado na Lapa, uma das áreas mais tradicionais da boemia carioca, mas cada vez mais dominada por facções criminosas.