O magistrado também evita discursos inflamados e participações em eventos políticos, como o Fórum de Lisboa, do decano Gilmar Mendes.
Por Redação – de Brasília
Em uma votação simbólica, nesta quarta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin foi escolhido para conduzir a Suprema Corte a partir de setembro. Em contraponto ao atual presidente Luiz Roberto Barroso, o ministro é resistente a declarações públicas ou entrevistas à imprensa.

O magistrado também evita discursos inflamados e participações em eventos políticos, como o Fórum de Lisboa, do decano Gilmar Mendes. Na visão de integrantes da Suprema Corte, a expectativa é de que o novo presidente adote um estilo semelhante ao da ex-ministra Rosa Weber, que instituiu um estilo avesso aos holofotes.
Isso não significa, dizem magistrados da Suprema Corte, que Fachin se furtará a ir a público para defender o Poder Judiciário quando necessário. No comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), Fachin se posicionou de forma dura em defesa da integridade dos sistema eleitoral, por exemplo.
Transparência
Nos seis meses em que esteve no comando da Corte Eleitoral, Fachin promoveu campanha de conscientização do voto jovem e rebateu a postura do então Ministério da Defesa sobre transparência do sistema eleitoral.
Ainda nesta quarta-feira, pouco antes da eleição de Fachin, ministros do STF disseram à jornalista Bela Megale, do diário conservador carioca ‘O Globo’, que não há possibilidade de o ministro Luiz Fux pedir vista e atrasar o julgamento do processo que apura o golpe envolvendo Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
Quatro magistrados ouvidos pela coluna disseram que Fux não sinalizou qualquer intenção de adiar o andamento do processo.