O documento, liberado recentemente, também concluiu que os países ocidentais continuam gastando mais com compliance, especialmente os EUA e nações da Europa Ocidental, que representam 82,7% dos custos globais totais. A Alemanha se sobressai ao lado dos norte-americanos por arcar com a maior parte dos custos.
Por Redação, com agências internacionais - de Nova York, NY-EUA
O Relatório Global Anual sobre o Real Custo de Compliance contra Crimes Financeiros, da consultoria LexisNexis Risk Solutions, recentemente divulgado, aponta que o custo total projetado de compliance contra essas infrações em todas as instituições financeiras atingiu US$ 213,9 bilhões em 2020, ultrapassando os US$ 180,9 bilhões registrados no mesmo período de 2019. A maior parte desse crescimento significativo, ano após ano, está concentrado na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, segundo o recente documento.
A pesquisa envolveu 1.015 tomadores de decisão com relação a esses crimes em instituições financeiras, incluindo bancos, empresas de investimento, gestão de ativos e seguros ao redor do mundo. Os participantes do estudo supervisionam os processos de compliance contra crimes financeiros, como o monitoramento de sanções, remediação para KYC (Conheça seu Cliente, da sigla em inglês), anti-lavagem de dinheiro e monitoramento de transações.
Desafios
O documento também concluiu que os países ocidentais continuam gastando mais com compliance, especialmente os EUA e nações da Europa Ocidental, que representam 82,7% dos custos globais totais. A Alemanha se sobressai ao lado dos norte-americanos por arcar com a maior parte dos custos, sendo US$ 9,6 bilhões e US$ 8,8 bilhões, respectivamente.
A pandemia também foi vista como responsável por alguns prejuízos nos departamentos de compliance ao aumentar problemas internos, tempo e custos para as operações. No entanto, o relatório afirmou que neste ano há menos consenso entre nações e instituições financeiras sobre desafios operacionais, já que alguns os tratam com mais seriedade do que outros. Entre eles está o risco do cliente, identificação de pessoas politicamente expostas (PEPs), screening de sanções e KYC para integração de contas físicas e jurídicas.