O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu para 31,6 pontos percentuais nos recursos livres, contra 31,7 pontos no mês anterior.
Por Redação – de Brasília
As concessões de empréstimos no Brasil avançaram 1,2% em julho na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central (BC) nesta quarta-feira, com o estoque total de crédito em alta de 0,4% no período, a R$6,716 trilhões. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior.

Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 7,4% no período. Já os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 45,4%, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados houve estabilidade, a 11,8%.
O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu para 31,6 pontos percentuais nos recursos livres, contra 31,7 pontos no mês anterior.
Patamar
Ainda segundo o BC, a inadimplência no Brasil subiu em julho para o nível mais alto em quase oito anos, enquanto o crescimento do crédito continuou a perder força em meio aos custos elevados dos empréstimos.
A inadimplência no segmento de recursos livres, em que as condições dos empréstimos são pactuadas sem a interferência do governo, ficou em 5,2% em julho, contra 5,0% no mês anterior, chegando ao patamar mais elevado desde novembro de 2017. No ano, o indicador acumula um salto de 1,1 ponto percentual.
Os dados foram divulgados após recente mudança regulatória que resultou em uma mensuração de valores mais altos de inadimplência do que os anteriormente calculados pelos bancos.