O texto segue agora para o prefeito Eduardo Paes, que terá 15 dias para decidir se sanciona.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A cidade do Rio poderá ganhar oficialmente uma nova divisão geográfica: a Zona Sudoeste. O projeto de lei, aprovado na quinta-feira pela Câmara Municipal, cria a nomenclatura para a região que vai da Barra da Tijuca a Grumari, passando por bairros como Recreio, Jacarepaguá, Praça Seca e Vila Valqueire.

A proposta, de autoria do vereador Doutor Gilberto (SDD), recebeu 32 votos favoráveis, dois contrários e quatro abstenções. O texto segue agora para o prefeito Eduardo Paes, que terá 15 dias para decidir se sanciona ou veta a mudança.
Como vai funcionar a divisão:
O que muda
A nomenclatura Zona Sudoeste passará a identificar oficialmente os bairros da AP-4, mantendo a mesma estrutura administrativa. São eles: Barra da Tijuca, Itanhangá, Joá, Recreio, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Grumari, Jacarepaguá, Gardênia Azul, Anil, Curicica, Cidade de Deus, Freguesia, Pechincha, Taquara, Tanque, Praça Seca, Vila Valqueire e Barra Olímpica.
Diferença para a Zona Oeste
A Zona Oeste continuará a existir, mas ficará restrita à Área de Planejamento 5 (AP-5), que inclui os bairros: Bangu, Vila Kennedy, Deodoro, Campo dos Afonsos, Gericinó, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Padre Miguel, Realengo, Santíssimo, Senador Camará, Vila Militar, Barra de Guaratiba, Campo Grande, Cosmos, Santa Margarida, Guaratiba, Inhoaíba, Paciência, Pedra de Guaratiba, Santa Cruz, Senador Vasconcelos e Sepetiba.
Motivo da proposta
O vereador Doutor Gilberto afirma que a criação da Zona Sudoeste busca qualificar a expansão urbana e melhorar a organização espacial da cidade.
Impacto populacional e eleitoral
Com a alteração, a Zona Oeste perde o posto de região mais populosa, caindo para cerca de 1,8 milhão de moradores. A Zona Sudoeste terá 485 mil eleitores e a Zona Norte passa a ser a mais populosa, com 2,1 milhões de habitantes.
Vozes contrárias
O vereador Pedro Duarte (Novo) votou contra, argumentando que a mudança pode transmitir a ideia de segregação, especialmente em relação à Barra da Tijuca. Talita Galhardo (PSDB) também não foi favorável à mudança.