Local tem número alarmante de 19,6 mortes provocadas pela polícia a cada 100 mil habitantes.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O município de Japeri, na Baixada Fluminense, figura entre os 10 mais letais do país em número de mortes decorrentes de intervenções policiais por cem mil habitantes, informa o diário conservador carioca O Globo. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta semana, a cidade ocupa a sétima posição nacional com uma taxa de 19,6. Em números absolutos, foram 20 mortes registradas em 2024 envolvendo ações de agentes da segurança pública em serviço e fora dele, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP).

No topo do ranking está Santo Antônio de Jesus, na Bahia, com uma taxa ainda mais elevada: 30,2 mortes por cem mil habitantes. O relatório considera tanto operações realizadas por policiais em serviço quanto ações de agentes fora do horário de expediente.
Angra e Nilópolis lideram ranking de mortes por intervenção entre os assassinatos
Além de Japeri, outras duas cidades fluminenses se destacaram negativamente em outro recorte do Anuário: Angra dos Reis e Nilópolis estão entre os dez municípios do país onde as mortes decorrentes de intervenções policiais (MDIP) representaram mais da metade das mortes violentas intencionais (MVI).
Em Angra, a proporção entre MDIP e MVI chegou a 55%. Em Nilópolis, o índice foi de 53,8%. Ambas ficaram atrás apenas de Itabaiana (SE), com 75,6%, e das cidades paulistas de Santos e São Vicente, ambas com 66,1%.
Mortes violentas em alta no Estado do Rio
O relatório mostra que o Estado do Rio de Janeiro registrou, ao longo de 2024, um total de 3.809 mortes violentas intencionais. Essa categoria inclui homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de ações policiais — independentemente de os agentes estarem ou não em serviço.
Dentre essas, 703 foram classificadas como mortes por intervenção policial, o que representa uma proporção de 18,5% do total de mortes violentas no estado, índice considerado alto por especialistas em segurança pública.
Rio lidera assassinatos de PMs fora de serviço
O Rio de Janeiro também lidera o ranking nacional de policiais militares mortos fora do horário de trabalho. Em 2024, 41 PMs foram assassinados nessas condições. A maioria foi morta ao reagir a assaltos, ser vítima de latrocínios ou lesões corporais seguidas de morte.
Esses casos representaram 36,28% do total nacional, reforçando a vulnerabilidade dos agentes mesmo durante as folgas. Apesar disso, o número de PMs mortos em 2024 foi ligeiramente inferior ao registrado em 2023, quando houve 45 mortes desse tipo.