O Paquistão é um dos países mais vulneráveis do mundo a eventos climáticos extremos. Em 2022, as chuvas e as inundações fizeram 1,7 mil mortos.
Por Redação, com Lusa – de Islamabad
As chuvas de monções no noroeste do Paquistão causaram mais 10 mortes nas últimas horas, elevando o número de mortos para 798. Mais chuvas estão previstas para esta segunda-feira.

A Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA) informou, em relatório divulgado no domingo à noite, informou que as últimas dez mortes ocorreram na província de Khyber Pakhtunkhwa (KP), no noroeste do país, entre sábado e o meio-dia de ontem.
Durante esse período, 56 pessoas ficaram feridas, segundo a NDMA.
O maior número de mortes nas últimas semanas ocorreu na região montanhosa de Khyber Pakhtunkhwa, com 408 registradas, embora tenham ocorrido em todas as províncias.
O Departamento Meteorológico do Paquistão (PMD) alertou para a possibilidade de ocorrerem hoje chuvas fortes e deslizamentos de terra em várias partes do país.
Entretanto, a Divisão de Previsão de Inundações do Paquistão (FFD) alertou ontem para a possibilidade de os rios Chenab e Indo atingirem níveis elevados nas próximas 24 horas.
O FFD acrescentou que o Rio Sutlej, na área da barragem de Ganda Singh Wala, permanecerá com níveis de inundação elevados, sujeito a fugas de reservatórios indianos.
Deslizamento de terras
Em Gilgit-Baltistan, um deslizamento de terras desceu sobre o canal principal do Rio Ghizer na última sexta-feira, criando um lago de sete quilômetros.
A NDMA informou que o bloqueio criou estrutura semelhante a uma barragem, representando risco significativo de ruptura e desencadeando inundações potencialmente catastróficas. Até agora, nenhum dano foi relatado ao novo lago.
As fortes chuvas devem continuar até 10 de setembro, segundo as autoridades.
O Paquistão é um dos países mais vulneráveis do mundo a eventos climáticos extremos.
Em 2022, as chuvas e as inundações fizeram 1,7 mil mortos.