Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Após apreensão, 600 jabutis serão devolvidos à natureza no Rio

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Quinta, 14 de Agosto de 2025 às 11:21, por: CdB

Polícia Rodoviária Federal apreendeu 650 animais na BR-116, em Teresópolis; sobreviventes recebem cuidados antes de serem enviados ao Maranhão.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Cinquenta e dois filhotes de jabuti morreram após serem submetidos a maus-tratos durante transporte ilegal em malas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A operação ocorreu no dia 31 de julho, quando agentes interceptaram um veículo que levava 650 animais silvestres. O responsável pelo transporte, preso anteriormente pelo mesmo crime em 2015, foi novamente detido. Ele havia embarcado em Feira de Santana, na Bahia, com destino a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Após apreensão, 600 jabutis serão devolvidos à natureza no Rio | PRF flagra passageiro de ônibus com cerca de 600 filhotes de jabutis dentro de malas no Rio
PRF flagra passageiro de ônibus com cerca de 600 filhotes de jabutis dentro de malas no Rio

Dos animais apreendidos, quase 600 jabutis sobreviventes foram encaminhados ao Instituto Vida Livre, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O presidente da instituição, Roched Seba, relatou ao portal G1 que eles chegaram em estado crítico.

O objetivo agora é garantir a recuperação completa dos filhotes antes que sejam enviados, por transporte aéreo, ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, em São Luís, no Maranhão.

Tráfico de animais silvestres no Rio

O caso reforça a presença do Rio de Janeiro na rota do tráfico de fauna. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que o estado é usado para “esquentar” documentação e facilitar a exportação ilegal por meio de portos, aeroportos e rodovias, além de abastecer feiras e pontos de venda informais.

Juliana Ferreira, diretora executiva da Freeland Brasil, organização voltada ao combate do tráfico de animais, ressalta a vulnerabilidade da região para esse tipo de crime. “A gente tem muito animal sendo levado para as feiras de rolo, feiras livres onde produtos ilegais são comercializados. A gente tem Duque de Caxias, Honório Gurgel, tem os consumidores finais. Claro que a gente tem os empreendimentos e lojinhas de fauna, mas sempre pode caber um escoamento por estradas, portos e aeroportos”, afirmou.

Dados do Corpo de Bombeiros mostram que as apreensões de animais silvestres têm crescido, enquanto também há registros envolvendo animais domésticos. Somente em 2025, as autoridades apreenderam 3.218 gambás, 2.925 cobras e 575 aves comercializadas ilegalmente.

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