O ministro também voltou a criticar, em entrevista a jornalistas nesta manhã, a aplicação da Lei Magnitsky pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra Moraes.
Por Redação – de Brasília
Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes afirmou nesta quarta-feira que não houve qualquer desconforto na Corte pela decisão do ministro Alexandre de Moraes de decretar a prisão domiciliar do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL). Questionado se havia algum incômodo com a decisão, ele respondeu: “nenhum”.

— O Alexandre tem toda a nossa confiança e o nosso apoio — avalizou.
‘Impensável’
O ministro também voltou a criticar, em entrevista a jornalistas nesta manhã, a aplicação da Lei Magnitsky pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra Moraes.
— Seria inadmissível que nós, nas nossas pretensões comerciais, exigíssemos mudanças de entendimento da Suprema Corte (norte-)americana. Isso seria impensável. Da mesma forma, isso se aplica ao Brasil — acrescentou.
Mendes participou de um encontro da Esfera Brasil e da EMS sobre a indústria farmacêutica. Ele participou de uma mesa ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Perseguição
Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro por entender que o ex-presidente descumpriu determinação anterior ao aparecer em vídeo para apoiadores durante manifestações no domingo (3), algo que foi registrado nas redes inclusive pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-presidente estava proibido de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de outras pessoas.
A prisão desencadeou uma reação de bolsonaristas, inclusive com a obstrução dos plenários da Câmara e do Senado nesta terça-feira, primeiro dia de trabalho do Congresso após o recesso.
Seguidores de Bolsonaro fizeram da medida do STF um mote para reforçar a tese de perseguição. E alegam que o episódio demonstra que Bolsonaro é vítima. Dentro desse quadro, dizem ainda temer pelo quadro de saúde do ex-presidente.