Em junho, os serviços apresentaram alta de 0,3% no volume em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro
O volume de serviços no Brasil voltou a mostrar resiliência em junho e registrou um resultado melhor do que o esperado, ainda que centrado na área de transportes, mesmo em meio a uma política monetária contracionista que tende a enfraquecer a atividade econômica.

Em junho, os serviços apresentaram alta de 0,3% no volume em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
O resultado renova o ponto mais alto de sua série, alcançado em outubro de 2024, e contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,1% no mês. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços teve expansão de 2,8%, contra expectativa de alta de 2,0%.
Impacto
Apesar da taxa de juros elevada e da expectativa de desaceleração da economia, o setor de serviços vem mostrando resiliência, tendo apresentado retração do volume somente em janeiro. Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo à demanda vêm ajudando a compensar o impacto da taxa básica de juros Selic a 15% ao ano.
O destaque entre os serviços em junho foi a atividade de transportes, que cresceu 1,5% e registrou a única taxa positiva do mês, com ganhos mais acentuados tanto do transporte de cargas como do aéreo de passageiros.
— O transporte de cargas está relacionado com um dinamismo um pouco maior da economia, porque esse segmento está ligado ao escoamento de safra, insumos e bens industriais — disse a jornalistas o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
Turismo
Na outra face, apresentaram perdas outros serviços (-1,3%); serviços prestados às famílias (-1,4%); informação e comunicação (-0,2%) e profissionais, administrativos e complementares (-0,1%).
O índice de atividades turísticas, por sua vez, recuou 0,9% em junho sobre o mês anterior, no segundo resultado negativo seguido. Com isso, o setor de turismo está 1,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.