Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Rússia afirma ter repelido tropas estrangeiras na Ucrânia

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Quinta, 21 de Agosto de 2025 às 10:19, por: CdB

Lavrov também denunciou uma “conspiração” de países europeus para tentar dificultar o processo de paz na Ucrânia.

Por Redação, com ANSA – de Moscou

O governo russo rejeitou categoricamente nesta quinta-feira o envio de qualquer contingente militar europeu para a Ucrânia, em meio a discussões sobre as garantias de segurança que os ocidentais podem fornecer a Kiev.

Rússia afirma ter repelido tropas estrangeiras na Ucrânia | Declaração foi dada por chanceler russo em coletiva de imprensa
Declaração foi dada por chanceler russo em coletiva de imprensa

Em declaração citada pela agência russa de notícias Interfax, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou a medida como “absolutamente inaceitável” e “uma conspiração europeia contra a paz”.

– Como mostram as discussões do Ocidente com o lado ucraniano, todos esses planos estão essencialmente vinculados ao fornecimento de garantias por meio de intervenção militar estrangeira em parte do território ucraniano – afirmou Lavrov em uma coletiva de imprensa conjunta após uma reunião com seu homólogo da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

O chefe da diplomacia russa destacou que espera “sinceramente que aqueles que estão abrigando tais planos, ou estão simplesmente tentando chamar a atenção para si mesmos, entendam que isso será absolutamente inaceitável para a Rússia e para todas as forças políticas sensatas na Europa”.

Lavrov também denunciou uma “conspiração” de países europeus para tentar dificultar o processo de paz na Ucrânia, conforme descrito pelos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, em seus contatos, e disse esperar que “essa aventura fracasse”.

Segundo ele, “até mesmo analistas e observadores estrangeiros, ao descrever a situação atual e a atividade sem precedentes de representantes europeus, chegam à mesma conclusão: que o objetivo é subverter a agenda, que se concentra em eliminar as causas raiz [da crise ucraniana] e, assim, alcançar uma regulamentação sustentável, e mudar tudo para o nível de garantir a segurança da Ucrânia sem a participação da Rússia”.

Futuros ataques

Para Lavrov, tudo isso acontece “ignorando os interesses russos e enfatizando a necessidade de proteger a Ucrânia de futuros ataques”.

– Isso é óbvio para todos, na minha opinião. Portanto, espero sinceramente que essa trama, essa aventura, fracasse. E continuaremos a seguir o caminho que Putin e Trump claramente concordaram na reunião no Alasca e durante os contatos telefônicos subsequentes – acrescentou.

Por fim, o ministro russo ressaltou que Moscou apoia a opção de garantias de segurança para a Ucrânia discutida nas negociações de Istambul em 2022, quando o papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, incluindo China e Rússia, foi discutido.

De acordo com Lavrov, declarações da liderança ucraniana demonstram que Kiev “não está interessada em uma solução justa e duradoura” para o conflito.

– Quando, e se, um acordo de paz for assinado entre a Rússia e a Ucrânia, Kiev terá que resolver a questão da legitimidade da pessoa que assinará esses acordos – concluiu ele, referindo-se ao presidente Volodymyr Zelensky, cujo mandato expirou em maio de 2024 e o país não realizou novas eleições devido à lei marcial em vigor.

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