O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou também que a Rússia havia atacado um centro de distribuição de gás na região de Odessa, no sul do país.
Por Redação, com RFI – de Kiev
Enquanto Europa e Estados Unidos discutem medidas diplomáticas para se chegar a um acordo de paz, a Rússia segue bombardeando a Ucrânia. Nos últimos dias, os ataques se intensificaram. Durante a noite de terça para quarta-feira, os alvos foram principalmente nas regiões de Odessa e Sumy.

Segundo à agência russa de notícias Interfax, o Ministério da Defesa teria anunciado o ataque a uma instalação portuária usada para fornecer combustível às forças ucranianas. O nome do porto bombardeado não foi revelado. O ministério também informou a captura das cidades de Novoheorhiivka, Pankivka e Sukhetse, no leste da Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou também que a Rússia havia atacado um centro de distribuição de gás na região de Odessa, no sul do país.
– Todos esses são ataques demonstrativos que apenas confirmam a necessidade de pressionar Moscou e de impor novas sanções e novas taxas alfandegárias até que a diplomacia seja totalmente eficaz – escreveu na rede X.
Ao menos 14 pessoas, incluindo uma família com três filhos, ficaram feridas durante a noite em um ataque russo na região de Sumy, no norte do país, informou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.
– A Rússia continua a manifestar seus temores por meio de atos de puro terrorismo em toda a Ucrânia, mais uma vez visando as casas de famílias e seus filhos adormecidos – escreveu Svyrydenko na rede X.
A região de Odessa, no sul da Ucrânia, também sofreu um ataque massivo de drones, informaram os serviços de emergência ucranianos, afirmando que o ataque feriu uma pessoa e provocou um grande incêndio em uma instalação de petróleo e energia.
Apoio dos EUA
Donald Trump, que recebeu Vladimir Putin na sexta-feira e, em seguida, Volodymyr Zelensky e líderes europeus na segunda-feira, descartou o envio de tropas terrestres americanas para a Ucrânia, mas acrescentou que os Estados Unidos poderiam fornecer apoio aéreo aos europeus como parte das garantias de segurança supostamente fornecidas à Ucrânia em caso de um acordo de paz com a Rússia.
O futuro da Ucrânia e as garantias para sua segurança são o foco das discussões entre os líderes militares da Otan durante uma videoconferência agendada para esta quarta-feira.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o Kremlin está pronto para discutir os aspectos políticos da resolução do conflito, mas que “discutir garantias de segurança sem a Rússia é utópico, é um caminho que não leva a lugar nenhum”. Lavrov afirmou que “questões de segurança coletiva” não podem ser abordadas “sem a Rússia”.
Putin e Erdogan
Vladimir Putin conversou por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir a Ucrânia e informá-lo sobre o conteúdo de sua reunião com Donald Trump na sexta-feira passada, informou o Kremlin.
O gabinete de Erdogan comunicou que a Turquia apoia os esforços que podem levar à paz permanente na Ucrânia com o envolvimento de todas as partes interessadas.
Já o papa Leão XIV pediu aos católicos que fizessem um dia de jejum e oração pela paz na Ucrânia e em outros países devastados pela guerra.
– Enquanto nossa Terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões (…) convido todos os fiéis a observarem este 22 de agosto como um dia de jejum e oração – disse o pontífice durante sua audiência geral no Vaticano.