Um volume maior de agentes das forças de segurança pública foi posicionado no entorno dos principais prédios públicos nesta terça-feira.
Por Redação, com CartaCapital – de Brasília
Um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal intensificou as medidas de proteção na Praça dos Três Poderes.

Na manhã desta terça-feira, grades de contenção foram instaladas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto. Até então, as estruturas estavam restritas ao entorno do Congresso Nacional e do Ministério da Justiça, onde o uso já é comum em períodos de tensão. Por volta das 9h30, equipes da Polícia Militar ampliaram o isolamento, reforçando a vigilância na região.
O esquema inclui também a presença maior de agentes de segurança circulando pelas proximidades. A iniciativa foi adotada em meio a convocações de apoiadores do ex-presidente para um ‘buzinaço’ na Esplanada dos Ministérios, em protesto contra a decisão judicial.
Clima no Congresso
O clima já vinha se acirrando desde o último domingo 3 quando Bolsonaro apareceu em vídeos exibidos durante manifestações que pediam anistia a envolvidos nos atos golpistas. Réu nesse processo, ele estava proibido de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
Com a reabertura das atividades legislativas, opositores tentam encontram espaço para intensificar discursos e articular protestos. Em julho, quando Bolsonaro recebeu a primeira restrição de liberdade, aliados chegaram a propor o fim antecipado do recesso parlamentar, mas a iniciativa não prosperou.