O governo pagou R$ 2,9 bilhões em emendas parlamentares — média diária de R$ 162 milhões, entre os dias 17 de julho e 4 de agosto, período de 18 dias de recesso.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou, durante a pausa nos trabalhos do Congresso, a liberação de emendas para deputados e senadores, em um movimento que precedeu a reaproximação com as duas Casas do Parlamento. A estratégia visa consolidar o apoio político dos congressistas às votações determinantes para o governo até o fim do ano.

O governo pagou R$ 2,9 bilhões em emendas parlamentares — média diária de R$ 162 milhões, entre os dias 17 de julho e 4 de agosto, período de 18 dias de recesso. Após a retomada dos trabalhos legislativos, até 11 de agosto, foram pagos mais R$ 881 milhões, com média diária de R$ 146 milhões. O ritmo representa um salto expressivo em relação à média de 2025, de R$ 63,7 milhões por dia, quase 2,5 vezes menor que o observado no recesso.
A liberação de emendas é utilizada pelo Executivo, costumeiramente, para consolidar apoio a projetos de interesse do governo. O bom relacionamento adquirido pelas emendas com o Parlamento facilitará, por exemplo, a rápida aprovação de matérias como a Medida Provisória (MP) de socorro a empresas impactadas pelo tarifaço pelos EUA.
Acordo
O projeto que regulamenta redes sociais, previsto para ser enviado ao Congresso na próxima semana motivado por denúncias de exploração infantil na internet; e a proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil devem entrar rapidamente na pauta do Congresso e ser aprovados por ampla maioria.
Lula recebeu, na antevéspera, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para firmar a reaproximação, após meses de afastamento.