Levantamento revela perfil geográfico, de gênero e renda da torcida cruz-maltina, que se destaca entre os grandes clubes do país.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A torcida do Vasco da Gama se sobressai entre os cinco maiores clubes do Brasil por uma característica marcante: sua presença expressiva nas capitais brasileiras. De acordo com o levantamento m Ipsos-Ipec em parceria com o diário conservador carioca O Globo, 37% dos torcedores vascaínos vivem em capitais — a maior proporção entre os torcedores de Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

O segundo clube com maior presença nas capitais é o Flamengo, com 27% da sua base de torcedores vivendo nessas cidades. Essa diferença de 10 pontos percentuais evidencia a concentração da torcida cruz-maltina em centros urbanos estratégicos do país.
Torcida predominantemente masculina
O estudo também revelou um forte predomínio masculino entre os vascaínos. Segundo a pesquisa, 67% dos torcedores que se declararam simpatizantes do clube são homens, contra 33% de mulheres. A proporção equivale a dois homens para cada torcedora mulher.
No ranking geral de preferência feminina, o Vasco aparece como o sexto clube mais querido, com 2,1% do público feminino declarando-se torcedora do time. O Grêmio, com 2,6%, figura logo à frente.
O time com a torcida mais popular entre os mais pobres
Outro dado que chama atenção é o perfil socioeconômico da torcida vascaína. Em levantamento anterior feito com base na mesma pesquisa, o Vasco já havia empatado com o Flamengo como o “time do povo”, ou seja, o clube com maior adesão entre brasileiros nas duas faixas mais baixas da pirâmide de renda: até um salário mínimo e de mais de um até dois salários mínimos.
No recorte exclusivo da torcida do Vasco, 34% dos torcedores entrevistados afirmaram ter renda mensal de até um salário mínimo — o maior percentual entre os cinco clubes com maiores torcidas no país. O número supera até mesmo o do rival Flamengo, que aparece com 32% nessa faixa.
Os dados indicam uma forte ligação do clube de São Januário com as camadas populares da população brasileira, especialmente nas grandes cidades.