Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

PDT diz que saiu da base de apoio ao governo, mas nem tanto assim

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Quarta, 07 de Maio de 2025 às 20:39, por: CdB

Para Heringer, o afastamento foi uma medida necessária após repetidas insatisfações com a condução das relações do governo com a bancada do PDT. O líder pedetista, porém, não admitiu – também não negou – que continuem as conversas com a ministra Gleisi Hoffmann.

Por Redação – de Brasília

Embora o líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer (MG), tenha afirmado que foi tomada a decisão do partido de deixar a base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o canal de diálogo com o Palácio do Planalto permanece aberto, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, nesta quarta-feira. Segundo Heringer, não há qualquer chantagem em curso, mas o desfecho de dois anos de descontentamento, que culminaram na demissão do pedetista Carlos Lupi do Ministério da Previdência, pesou na decisão.

PDT diz que saiu da base de apoio ao governo, mas nem tanto assim | Líder do PDT, o deputado Mario Heringer (MG) continua negociando com o Palácio do Planalto
Líder do PDT, o deputado Mario Heringer (MG) continua negociando com o Palácio do Planalto

Para Heringer, o afastamento foi uma medida necessária após repetidas insatisfações com a condução das relações do governo com a bancada do PDT. O líder pedetista, porém, não admitiu – também não negou – que continuem as conversas com a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

— A nossa relação com o governo já não era boa há dois anos e pouco. A gota d’água foi esse momento, mas não estamos fazendo chantagem — observou o deputado, em declaração ao canal norte-americano de TV CNN Brasil, nesta manhã. O parlamentar até admite que a decisão de romper com o governo “possa parecer oportunismo”, mas não foi esse o ponto central.

 

Rompimento

Após reunião, na véspera, a bancada do PDT na Câmara decidiu se tornar independente do governo. O partido, que conta com 17 deputados, se distanciou oficialmente da base aliada. Em contraste, a bancada do partido no Senado anunciou que permanecerá na base, com os três senadores da sigla afirmando que mantêm a proximidade com o governo em função de projetos importantes para o país.

O rompimento do PDT ocorreu após a troca do ministro da Previdência, Carlos Lupi, que também é presidente do partido. Lupi entregou seu cargo na semana passada, após a operação da Polícia Federal que revelou um esquema de corrupção no INSS, que desviou mais de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões por meio de descontos irregulares. 

Para Heringer, não há desentendimento interno entre os parlamentares pedetistas das duas Casas. Ele se disse favorável à nomeação de Wolney Queiroz, também do PDT, como o novo ministro da Previdência, como uma escolha “ideal”. Contudo, criticou a maneira como a troca ocorreu, sugerindo que o presidente Lula deveria ter convidado Lupi para discutir a decisão.

— Seria um gesto de apoio ao nosso partido e ao nosso ministro, que, tenho certeza, não cometeu nenhum deslize — concluiu.

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