Os parlamentares da base aliada querem aproveitar a reunião para pautar a votação, em Plenário, do Projeto de Lei (PL) que aumenta a faixa de isenção o Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
Por Redação, com ABr – de Brasília
Ainda sob rescaldo do motim que paralisou o trabalho do Congresso por cerca de 36 horas na semana passada, a Câmara dos Deputados pretende definir a pauta de votações para as próximas sessões. Na terça-feira, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), reúne-se com os líderes partidários para fechar as próximas votações.

Os parlamentares da base aliada querem aproveitar a reunião para pautar a votação, em Plenário, do Projeto de Lei (PL) que aumenta a faixa de isenção o Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais, reduz parcialmente o tributo para quem ganha até R$ 7 mil e aumenta a cobrança para quem recebe mais de R$ 600 mil. Em julho, a proposta foi aprovada em votação simbólica pela comissão especial da Câmara.
Havia a possibilidade de o plenário da Câmara votar o projeto na semana passada, mas a ocupação da Mesa Diretora por parlamentares oposicionistas paralisou os trabalhos da Casa. Eles protestavam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e pediam anistia geral para os condenados pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro.
Inegociável
Horas após a desocupação do Plenário, Motta negou que a retomada do controle das atividades na Câmara tenha sido condicionada a uma eventual votação da anistia.
— A Presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias (jornalísticas) que estão saindo sobre a negociação feita por esta Presidência para que os trabalhos fossem retomados não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém — afirmou Motta.
Na sexta-feira à noite, Motta encaminhou as denúncias contra parlamentares para a Corregedoria da Câmara. O presidente da Câmara aguardará um parecer do corregedor, deputado Diego Coronel (PSD-BA), antes de mandar as representações para o Conselho de Ética da Casa. A conclusão da análise das imagens está prevista para quarta-feira.