Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Moraes aponta as bigtechs como ‘um perigo’ para a soberania brasileira

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Quarta, 12 de Março de 2025 às 19:32, por: CdB

Moraes tem sido alvo de críticas por decisões relacionadas às redes sociais. O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos chegou a intimar oito bigtechs para discutir a suposta “censura” imposta por governos estrangeiros.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes voltou a criticar a atuação das bigtechs, durante aula magna na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília. Segundo o magistrado, as gigantes da tecnologia “querem lucrar” sem assumir responsabilidade.

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O ministro Alexandre de Moraes permanece como relator dos processos contra Bolsonaro

— Essas empresas perceberam que a União Europeia aprovou leis que os outros países vão aprovar. E a regulamentação vai começar. Esse é um perigo que venho alertando. Por enquanto, nós conseguimos manter nossa soberania, nossa jurisdição — afirmou o ministro.

Moraes tem sido alvo de críticas por decisões relacionadas às redes sociais. O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos chegou a intimar oito bigtechs para discutir a suposta “censura” imposta por governos estrangeiros.

 

‘Têm lado’

O presidente do comitê, Jim Jordan, citou diretamente Moraes, acusando-o de emitir ordens “secretas e arbitrárias” para obrigar empresas norte-americanas a removerem conteúdo sob ameaça de multas e banimento do Brasil. O comitê ainda tenta barrar a entrada do ministro nos EUA.

Durante a aula, Moraes reforçou que as plataformas digitais não são imparciais.

— Nós não precisaríamos de uma lei específica, basta aplicar a que já temos. Não podemos acreditar que as bigtechs são neutras. Elas têm lado, posição econômica, ideológica, política e religiosa — disse.

Moraes também acusou as empresas de promover uma “lavagem cerebral” na população; além de “falsear os fatos”. No mês passado, em uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), já havia criticado as plataformas, que “não são enviadas por Deus”.

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