Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Líderes europeus defendem autonomia da Ucrânia sobre seu destino

Arquivado em:
Terça, 12 de Agosto de 2025 às 11:01, por: CdB

A poucos dias do encontro entre Trump e Putin, líderes de todos os países do bloco europeu, com exceção da Hungria, insistem que caminho para a paz “não pode ser decidido” sem participação dos ucranianos.

Por Redação, com DW – de Bruxelas, Kiev

Líderes da União Europeia (EU) enfatizaram nesta terça-feira que os ucranianos devem “decidir seu próprio destino”, três dias antes de uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, para discutir a guerra.

Líderes europeus defendem autonomia da Ucrânia sobre seu destino | Zelensky descartou cessão de territórios ucranianos para a Rússia
Zelensky descartou cessão de territórios ucranianos para a Rússia

“Nós, líderes da União Europeia, aplaudimos os esforços do presidente Trump para encerrar a guerra de agressão da Rússia na Ucrânia e alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, escreveram.

Acrescentando que estão “prontos para apoiar diplomaticamente” o empenho do presidente norte-americano e por meio de apoio militar e financeiro a Kiev, os líderes reiteraram a necessidade do fornecimento de “garantias de segurança robustas e confiáveis” para a Ucrânia e do próprio “apoio inabalável” europeu ao país.

Os líderes europeus insistiram que o caminho para a paz na Ucrânia “não pode ser decidido” sem participação de Kiev e afirmaram que negociações substantivas só podem ser realizadas “no contexto de um cessar-fogo ou de uma redução das hostilidades”.

A declaração defende que a atual linha de contato entre a Rússia e a Ucrânia só poderia ser um “ponto de partida para as negociações”.

O comunicado conjunto da UE foi divulgado dias após texto similar assinado por sete líderes de UE, juntamente com Reino Unido e publicado por Londres.

Hungria não apoiou declaração

A declaração, que foi acordada na noite de segunda-feira e publicada nesta terça, foi endossada por líderes de todos os países-membros da UE, exceto a Hungria, que se recusou a apoiar o texto. 

O governo nacionalista de direita do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, se opõe à ajuda militar da UE à Ucrânia, que, segundo ele, está prolongando o conflito, e criticou as sanções à Rússia como ineficazes e prejudiciais à economia europeia.

Durante a presidência húngara da UE, no segundo semestre de 2024, Orbán irritou outros líderes ao visitar o presidente Vladimir Putin em Moscou e se apresentar como mediador.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus devem se reunir com Trump nesta quarta-feira por videoconferência, um compromisso agendado por iniciativa do chanceler federal alemão, Friedrich Merz.

Os europeus e a Ucrânia temem que Putin possa obter concessões favoráveis e definir os contornos de um acordo de paz sem eles.

“Conversas construtivas”

Na segunda-feira na Casa Branca, Trump não confirmou que vá participar da reunião virtual com os europeus e foi vago sobre suas expectativas para o encontro de sexta-feira com Putin no Alasca, dizendo espera “conversas construtivas” que quer ver o que o líder russo “tem em mente” para encerrar a guerra na Ucrânia.

O presidente dos EUA voltou a dizer que qualquer acordo de paz provavelmente envolveria “troca de territórios”, algo que foi descartado por Zelensky. A Rússia detém um controle instável sobre quatro regiões do país, duas no leste e duas no sul.

Trump criticou Zelensky, se dizendo um “pouco chateado” devido às últimas declarações dele sobre o encontro no Alasca e observando que o líder ucraniano esteve no poder durante toda a guerra e que “nada aconteceu” durante esse período.

Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo