Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

ONU denuncia desaparecimentos forçados em Gaza

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Quinta, 28 de Agosto de 2025 às 11:52, por: CdB

O exército de Israel “se recusa a fornecer informações sobre o destino e o paradeiro de pessoas privadas de liberdade”.

Por Redação, com ANSA – de Gaza

Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciaram nesta quinta-feira o desaparecimento de diversos palestinos, incluindo uma criança, que buscavam alimentos em centros de distribuição administrados pela organização americana Gaza Humanitarian Foundation (GHF) na Faixa de Gaza. Eles reforçaram o pedido para Israel pôr fim a esse “crime hediondo”.

ONU denuncia desaparecimentos forçados em Gaza | Crianças palestinas comem porções de arroz em centro de distribuição humanitária em Khan Yunis
Crianças palestinas comem porções de arroz em centro de distribuição humanitária em Khan Yunis

Em nota, sete especialistas independentes afirmaram que receberam relatos de que várias pessoas, incluindo uma criança, “desapareceram à força” após visitarem centros de distribuição de ajuda humanitária em Rafah, no sul do enclave. De acordo com o comunicado, o exército israelense está “diretamente envolvido” no caso.

“Relatos de desaparecimentos forçados de civis famintos que buscavam seu direito básico à alimentação não são apenas chocantes, mas também constituem tortura”, disseram os especialistas, nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas sem falar em nome das Nações Unidas.

“O uso de alimentos como ferramenta para desaparecimentos seletivos e em massa deve acabar imediatamente”, instaram.

ONU

A declaração foi assinada por cinco membros do grupo de trabalho da ONU sobre desaparecimentos forçados ou involuntários, assim como pela relatora especial das Nações Unidas para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, e por seu homólogo no Direito à Alimentação, Michael Fakhri.

O exército de Israel “se recusa a fornecer informações sobre o destino e o paradeiro de pessoas privadas de liberdade”, em violação ao direito internacional, diz ainda o comunicado.

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