Para o médico Roberto Kalil Filho, diretor da unidade de saúde, o atendimento no Incor passa a contar com mais investimentos, o que tende a beneficiar os pacientes que buscam o serviço.
Por Redação – de São Paulo
A pesquisa e assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser prioridades no Incor de São Paulo a partir do programa do governo que entrou em produção neste fim de semana. A iniciativa busca aumentar o atendimento da saúde pública e reduzir o tempo das filas de espera.

Para o médico Roberto Kalil Filho, diretor da unidade de saúde, o atendimento no Incor passa a contar com mais investimentos, o que tende a beneficiar os pacientes que buscam o serviço. Durante agenda na capital de São Paulo, na sexta-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o repasse de R$ 12 milhões ao Incor, o instituto do coração do hospital das clínicas.
— O que muda é que o Incor continua com o trabalho que ele tem e ajuda muito, sempre ajuda. E o Incor sempre visa o investimento em saúde, os pacientes, assistência, como vocês sabem, pesquisa e ensino. Mas principalmente esses recursos vão ser designados à assistência do paciente SUS — afirmou Kalil.
Cardiopatia
O ministro afirmou, ao lado do diretor do Incor, que o montante será destinado para melhorias no hospital, principalmente para as cirurgias de cardiopatia congênita e, também, para a formação de novos especialistas com a construção de um novo centro especializado.
— O Incor é o maior centro de excelência na parte de cardiologia no país. Então, a partir do ano que vem ele começa a funcionar como centro de simulação para treinamento do ‘Mais Especialistas’, e vai se integrar com mais 500 bolsas para médicos que já são especialistas, mas precisam aprimorar e se especializar — disse o ministro.
Novo programa
O ‘Agora tem mais especialistas’ substitui o antigo programa do Ministério da Saúde, chamado de ‘Mais especialistas’, com o objetivo de aumentar o atendimento da saúde pública e reduzir o tempo das filas de espera do SUS.
O programa propõe uma forma de “permuta” com entidades privadas e filantrópicas que possuem dívidas com o governo em troca de serviços clínicos aos pacientes que são atendidos pelo sistema público.
Segundo números do próprio Ministério da Saúde, cerca de 3,5 mil instituições privadas de saúde estão em débito com a União.