O osteossarcoma é responsável por aproximadamente 60% dos tumores ósseos malignos em crianças e adolescentes, com a maior incidência entre 10 e 20 anos de idade.
Por Redação, com CartaCapital – de Madri
A radiologia é “fundamental” no diagnóstico precoce dos tumores ósseos malignos mais comuns na faixa etária pediátrica, de acordo com a Sociedade Espanhola de Radiologia Médica (SERAM).

Especificamente, eles destacam que a radiografia simples é “fundamental” como o primeiro exame de imagem a ser realizado para a detecção de lesões ósseas. Ela permite a detecção de lesões líticas ou moles, suas características radiológicas e a presença de reação periosteal, determinando com esses dados a agressividade da lesão. A ressonância magnética (RM), por sua vez, é “fundamental” para a avaliação da extensão local e do envolvimento dos tecidos moles e da medula óssea, permitindo o planejamento cirúrgico ideal.
Da mesma forma, a tomografia computadorizada (TC) é “fundamental” para o estudo da extensão. Às vezes, ela é usada como um exame de imagem para avaliar a extensão local. Por fim, a radiologia intervencionista também está envolvida no diagnóstico desse tipo de lesão, permitindo biópsias direcionadas.
Por outro lado, o SERAM aponta que o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing são os tumores ósseos malignos mais frequentes na faixa etária pediátrica. O osteossarcoma é responsável por aproximadamente 60% dos tumores ósseos malignos em crianças e adolescentes, com a maior incidência entre 10 e 20 anos de idade, enquanto o sarcoma de Ewing é responsável por 20-25%, afetando principalmente crianças entre 10 e 15 anos de idade.
Ambos são mais frequentes no sexo masculino, mas sua localização varia: o osteossarcoma geralmente está localizado na metáfise de ossos longos, como o fêmur, a tíbia ou o úmero, enquanto o sarcoma de Ewing predomina no esqueleto axial (pelve, costelas) e na diáfise de ossos longos.
De acordo com o Dr. Moreno, “o diagnóstico desses tumores se baseia em uma combinação de características clínicas (dor óssea persistente, inflamação local, massa palpável, às vezes febre e limitação funcional), exames de imagem (radiografia convencional, ressonância magnética, tomografia computadorizada) e biópsia para confirmar o diagnóstico histológico e determinar o tipo de sarcoma ósseo.
Diagnóstico
O especialista acrescenta que “a evolução depende de vários fatores, como a presença de metástase no momento do diagnóstico, a localização do tumor (pelve e coluna vertebral têm pior prognóstico), o tamanho do tumor, a idade do paciente, a resposta à quimioterapia e, no caso do sarcoma de Ewing, certas alterações genéticas”.
Por fim, ele explica que a abordagem terapêutica para esses tumores é “multidisciplinar”, combinando quimioterapia, cirurgia e/ou radioterapia. “Graças aos avanços médicos e à estreita colaboração entre os especialistas, a sobrevida global melhorou significativamente nos últimos anos”, conclui o Dr. Moreno.