Parte desse valor deve vir da Caixa Econômica Federal (CEF). Com o lucro em queda, o Banco do Brasil (BB) tem reduzido sua contribuição em dividendos para a União.
Por Redação – de Brasília
Ministro da Fazenda, o economista Fernando Haddad conta com uma série de recursos extras para fechar as contas deste ano, no azul. Na lista de receitas, Haddad espera o ingresso de dividendos de empresas estatais, dos leilões de petróleo e do corte de benefícios tributários para fechar a proposta de Orçamento de 2026, a ser enviada ao Congresso até 31 de agosto.

A equipe econômica tem o compromisso de encaminhar o texto com receitas suficientes para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal, que é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo técnicos do governo, a estimativa de arrecadação com dividendos será revisada para um valor maior do que os R$ 37 bilhões indicados no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado no último mês de abril. A variação deve ficar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.
Parte desse valor deve vir da Caixa Econômica Federal (CEF). Com o lucro em queda, o Banco do Brasil (BB) tem reduzido sua contribuição em dividendos para a União.
Pré-sal
Outra fonte de recursos extras são aguardados nos leilões de petróleo, que incluem a venda de direitos sobre áreas não concedidas ou não partilhadas e a possibilidade de antecipar receitas com a venda de excedentes de óleo da União em áreas já partilhadas do pré-sal. As iniciativas devem render mais do que os R$ 15 bilhões inicialmente projetados para o ano que vem, segundo cálculos da equipe econômica.
O governo ainda tem uma carta na manga para ampliar esse valor no futuro, se necessário: a lei que aprovou esses leilões não crava que o pagamento será feito na assinatura do contrato.