Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Dino reforça que o Supremo jamais desistirá de cumprir a Constituição

Arquivado em:
Sexta, 22 de Agosto de 2025 às 21:53, por: CdB

As declarações de Dino ocorreram após determinação, na segunda-feira, que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras relacionadas a atos que tenham sido realizados no Brasil.

Por Redação – de Salvador

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador maranhense Flávio Dino afirmou, nesta sexta-feira, que sanções que hoje atingem um ministro da corte podem amanhã ser promovidas contra empresas brasileiras por protecionismo, ao afirmar que um país que valoriza a sua Constituição não pode aceitar “medidas de força” externas.

Dino reforça que o Supremo jamais desistirá de cumprir a Constituição | O ministro Flávio Dino foi governador do Estado do Maranhão
O ministro Flávio Dino foi governador do Estado do Maranhão

— Um país que valoriza a sua Constituição não pode aceitar medidas de força que ameacem seus cidadãos, suas cidadãs e as suas empresas. Hoje, a sanção ou as sanções podem se dirigir contra um ministro ou um político. Amanhã, essas sanções, não só de um país, mas de outros, podem se dirigir contra qualquer empresa brasileira, por exemplo, por protecionismo — afirmou Dino, em entrevista a repórteres em Salvador, na chegada do 3º Seminário Internacional de Controle Externo.

 

Blindagem

As declarações de Dino ocorreram após determinação, na segunda-feira, que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras relacionadas a atos que tenham sido realizados no Brasil. A decisão de Dino foi interpretada como uma espécie de blindagem ao colega Alexandre de Moraes, alvo de sanções pelo governo dos EUA com base na Lei Magnitsky.

Dino disse que essa e outras decisões não vêm no sentido de aumentar conflitos, mas sim para “harmonizar situações contenciosas e, sobretudo, evitar conflitos no futuro”. Afirmou que não se deve esperar que o Supremo acirre as disputas.

— Não esperem do Supremo que renuncie ao seu papel e que mate a soberania brasileira — advertiu o ministro do STF.

Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo