Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Crescimento da Construção Civil supera juros altos e eleva previsões

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Segunda, 28 de Julho de 2025 às 20:34, por: CdB

Se confirmada, a projeção da CBIC vai configurar uma desaceleração no crescimento do PIB setorial em relação a 2024, quando houve alta de 4,3%. Ainda assim, a estimativa é considerada positiva diante das turbulências atuais.

 

Por Redação – de Brasília 

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reiterou a sua projeção de crescimento de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) da construção neste ano. Apesar do juro alto e das incertezas da economia brasileira, o nível de atividade permanece elevado e deve seguir assim por mais um bom tempo devido ao grande volume de projetos em andamento nos setores de obras residenciais e de infraestrutura.

Crescimento da Construção Civil supera juros altos e eleva previsões | O setor da construção civil está mais otimista com os rumos da economia
O setor da construção civil está mais otimista com os rumos da economia

Se confirmada, a projeção da CBIC vai configurar uma desaceleração no crescimento do PIB setorial em relação a 2024, quando houve alta de 4,3%. Ainda assim, a estimativa é considerada positiva diante das turbulências atuais.

— Estamos mantendo a projeção de crescimento de 2,3% para o setor. Esse resultado será muito positivo se obtido — declarou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, em apresentação à imprensa, nesta segunda-feira.

 

Salários

Vasconcelos acrescentou que a economia sofre com o juro alto, inflação acima da meta e dificuldades no campo fiscal, além de novas incertezas provocadas pela ameaça de taxação pelos Estados Unidos. Na outra ponta, destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tem crescido acima do previsto. A resiliência do emprego, com crescimento dos salários, por sua vez, tem ajudado o consumo de modo geral.

O nível de atividade da construção civil, em junho, foi o maior do primeiro semestre de 2025. “Poderia estar melhor, mas ainda está em um patamar elevado”, afirmou. Segundo a economista, esse patamar está sendo garantido por todos os empreendimentos residenciais que foram lançados e vendidos nos últimos dois anos e que agora estão sendo convertido em obras.

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