Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Chanceler diz que se orgulha de defender a soberania brasileira

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Segunda, 04 de Agosto de 2025 às 19:49, por: CdB

O chanceler fez as declarações sem citar diretamente as recentes sanções impostas pelo governo dos EUA a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por Redação – de Brasília

Na cerimônia em comemoração aos 80 anos do Instituto Rio Branco, nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez duras críticas contra o que classificou como uma tentativa coordenada de desestabilizar a democracia brasileira. O chanceler condenou a atuação de brasileiros em “conluio” com forças estrangeiras e reiterou o compromisso do Itamaraty com a defesa da soberania.

Chanceler diz que se orgulha de defender a soberania brasileira | O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acompanha as negociações contra as tarifas norte-americanas
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acompanha as negociações contra as tarifas norte-americanas

— Tenho enorme orgulho e sentido de responsabilidade na atual tarefa de liderar o Itamaraty na defesa da soberania brasileira de ataques orquestrados por brasileiros em conluio com forças estrangeiras. Nesse ultrajante conluio, que tem como alvo a nossa democracia, os fatos e a realidade não importam para os que se erigem em veículo antipatriótico de intervenções estrangeiras — afirmou Vieira.

O chanceler fez as declarações sem citar diretamente as recentes sanções impostas pelo governo dos EUA a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, deixou claro que o cenário atual exige “firmeza e inteligência na defesa dos interesses brasileiros”.

Sanções

O discurso de Mauro Vieira ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, elevar para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros.

Em sua fala, o chanceler reafirmou o compromisso do Brasil com suas instituições e com o Estado de Direito.

— Sejamos claros: nossa sociedade democrática e suas instituições derrotaram uma tentativa de golpe militar (…) A Constituição Cidadã não está e nunca estará em qualquer mesa de negociação. Nossa soberania não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis — conclui o chanceler.

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