Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Bresser Pereira alerta para profunda mudança no cenário econômico

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Segunda, 14 de Novembro de 2022 às 11:14, por: CdB

“As elites econômicas, porém, não perceberam que esse fracasso aconteceu tanto aqui quanto lá fora e continuam mergulhadas no seu neoliberalismo dependente”, acrescenta o articulista, professor da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser Pereira.

Por Redação - de São Paulo
Para o ex-ministro no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o mercado financeiro e a centro-direita esperam que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “adote os mesmos critérios e escolha dirigentes na área econômica simpáticos a eles. Não há razão para Lula escolher uma equipe econômica que conflite com o mercado financeiro e as elites econômicas, mas tanto o presidente quanto essas elites deverão considerar que tudo mudou nestes 20 anos”.
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Ex-ministro do governo FHC, o economista Bresser Pereira adverte que o mundo mudou, nas últimas décadas
No artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, Bresser Pereira afirma que “o Brasil também mudou muito nestes 20 anos. O neoliberalismo fracassou aqui ainda mais radicalmente do que no norte global. A economia brasileira está quase estagnada desde 1980.

Estagnação

“Só houve um momento melhor no governo Lula. As elites econômicas, porém, não perceberam que esse fracasso aconteceu tanto aqui quanto lá fora e continuam mergulhadas no seu neoliberalismo dependente”, acrescenta o articulista, professor da Fundação Getúlio Vargas. Ainda de acordo com o economista, “existe agora uma oportunidade para a retomada do desenvolvimento, que foi aberta com a mudança ocorrida no norte global. Este não será mais tão agressivo em se opor a políticas desenvolvimentistas bem pensadas e que se impõem”. “Lula e aqueles que o apoiam, assim como a centro-direita que o vê com reservas, deverão considerar essas mudanças, que foram profundas. Ao escolher seus ministros da área econômica, o futuro presidente estará também decidindo se o Brasil sairá da quase estagnação secular ou não”, conclui.
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