A mais recente manifestação do ’03’, como é conhecido o deputado, ocorreu após a confirmação da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros.
Por Redação – de Brasília
A sequência de ataques à soberania brasileira, realizada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu cúmplice, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, tem escalado a crise entre Brasil e Estados Unidos. A ação, coordenada pelo pai dele, o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), segundo relato de investigadores e autoridades à mídia conservadora, eleva a tensão e aumenta os ataques contra o Judiciário, a Polícia Federal (PF) e outras instituições brasileiras, o que pode levar o parlamentar à prisão caso ele retorne ao país.

A mais recente manifestação do ’03’, como é conhecido o deputado, ocorreu após a confirmação da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Em nota divulgada na terça-feira, o parlamentar avaliou a retaliação como uma “resposta legítima”. O filho de Jair Bolsonaro está vivendo nos EUA e tem articulado junto a integrantes do governo do presidente Donald Trump sanções contra autoridades brasileiras.
Apesar do impacto direto sobre a economia brasileira, não há qualquer sinal de moderação por parte do deputado ou de seu entorno. De acordo com fontes próximas ao núcleo bolsonarista, o plano é intensificar os recados e endurecer a retórica contra autoridades nacionais — com foco especial em ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e agentes federais.
Diálogo
O objetivo da articulação, segundo apurou o blog da jornalista Andreia Sadi, é provocar novas sanções contra o Brasil e criar um ambiente hostil que inviabilize qualquer diálogo entre os dois países sobre o chamado “tarifaço”. O movimento, ao invés de beneficiar Jair Bolsonaro, tende a deteriorar ainda mais sua condição perante as investigações em curso. Bolsonaro está inelegível até 2030 e é réu em uma ação penal no STF pela participação em um suposto plano de golpe de Estado.
Mesmo antes da aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na chamada Lei Magnitsky — legislação dos EUA que permite punir autoridades de outros países por supostas violações de direitos —, a situação jurídica de Bolsonaro era muito delicada. Com essa nova investida internacional, o cerco se estreita.