"Destinatário e distribuidor das mentiras sobre a Covid-19 e em favor do golpe, Meyer Nigri foi o empresário homenageado nominalmente na posse de Augusto Aras, o PGR que sabotou a CPI da Pandemia e foi contra investigar os empresários em grupos de golpistas", escreveu Calheiros no X, antigo Twitter.
Por Redação - de Brasília
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) criticou nesta quinta-feira o procurador-geral da República, Augusto Aras, pela tentativa de proteger o empresário Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, entre outros empresários golpistas no inquérito sobre a disseminação de notícias falsas e ataques à democracia.

"Destinatário e distribuidor das mentiras sobre a Covid-19 e em favor do golpe, Meyer Nigri foi o empresário homenageado nominalmente na posse de Augusto Aras, o PGR que sabotou a CPI da Pandemia e foi contra investigar os empresários em grupos de golpistas", escreveu Calheiros no X, antigo Twitter.
O senador já havia feito comentários contundentes a Aras, no último sábado, também pela rede social. "A cumplicidade do PGR foi decisiva para o golpismo. Ele blindou Bolsonaro e brindou com fascistas. Amoral, sabotou a CPI da Pandemia, foi contra a atual CPMI, quis o STF e fez reuniões secretas com o golpista. Aras engavetou tudo e deve ser engavetado. Tá chegando a hora”.
Golpistas
O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) também repercutiu, nesta manhã, a revelação de que Aras tentou proteger Nigri e seus parceiros. Foi o parlamentar quem pediu que a Polícia Federal (PF) investigasse empresários que faziam parte de um grupo no WhatsApp onde eram veiculadas teses conspiratórias e golpistas.
Acionado por Nigri ao saber que seria alvo de uma investigação, Aras respondeu prontamente ao empresário, classificando o pedido de Randolfe como "mais um abuso" daquele que tratou como “fulano".
O senador resumiu: "Orgulhosamente, sou o 'fulano' citado nesse zap íntimo, como então líder da oposição”.