As autoridades ucranianas citaram bombardeios russos durante a noite nas regiões de Sumi (nordeste), Odessa (sul) e Kharkiv.
Por Redação, com Lusa e RFI – de Kiev
Ao menos cinco pessoas morreram e 18 ficaram feridas nesta segunda-feira, durante o ataque de um drone russo em Kharkiv, no leste da Ucrânia, informaram as autoridades locais.

“Cinco pessoas morreram, incluindo uma menina com cerca de um ano e meio”, informou a Procuradoria ucraniana, acrescentando que “pelo menos 18 pessoas ficaram feridas”.
As autoridades ucranianas citaram bombardeios russos durante a noite nas regiões de Sumi (nordeste), Odessa (sul) e Kharkiv.
– A Rússia continua a matar civis deliberadamente – denunciou o chefe da administração presidencial, Andrii Yermak, no Telegram, publicando imagens de um edifício em chamas em Kharkiv.
Na cidade, os serviços de emergência alegaram que a Rússia lançou “ataque maciço a uma área residencial”, atingindo um edifício de cinco andares que se incendiou em vários pontos e sofreu destruição significativa.
No início da noite, a cidade, localizada na fronteira com a Rússia, a segunda maior do país antes da invasão em fevereiro de 2022, foi bombardeada por um míssil balístico russo, ferindo 11 pessoas, segundo o presidente da Câmara, Igor Terekhov.
Em Sumi, o chefe da administração militar regional, Oleg Grygorov, disse que os ataques russos, com recurso a uma bomba e, depois, a um drone, feriram duas pessoas.
Região de Odessa
Na região de Odessa, os ataques com drones provocaram incêndios na infraestrutura energética, que foram rapidamente extintos, segundo o chefe da administração militar regional, Oleg Kiper.
A cúpula da última sexta-feira no Alasca entre o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, não alcançou um cessar-fogo.
O presidente norte-americano recebe hoje Zelensky na Casa Branca, juntamente com vários líderes europeus, para discutir uma possível solução para o conflito.
Europa defende encontro entre Putin e Zelensky
A cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin gerou uma intensa troca de informações entre norte-americanos, europeus e ucranianos. Agora, o objetivo é promover um realinhamento estratégico para manter a pressão sobre a Rússia e viabilizar um encontro com Volodymyr Zelensky.
O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz realizaram uma reunião no domingo para preparar as próximas etapas das negociações de paz na Ucrânia.
A cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin gerou uma intensa troca de informações entre norte-americanos, europeus e ucranianos. Agora, o objetivo é promover um realinhamento estratégico para manter a pressão sobre a Rússia e viabilizar um encontro com Volodymyr Zelensky.
A conversa acontece na véspera da viagem do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a Washington.
“O presidente da República co-presidirá amanhã, às 15h (10h no horário de Brasília), com o primeiro-ministro Starmer e o chanceler Merz, uma reunião da Coalizão dos Voluntários por videoconferência, na sequência do encontro realizado sexta-feira no Alasca e antes da viagem do presidente Zelensky a Washington, em 18 de agosto”, declarou a presidência francesa.
Ucrânia
Os aliados da Ucrânia deverão abordar, nessa reunião, a questão das garantias de segurança que poderiam ser concedidas a Kiev no contexto de um eventual acordo de paz. Segundo diplomatas, também deverão discutir quais seriam os possíveis contornos de tal acordo entre a Ucrânia e a Rússia.
Segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato, os Estados Unidos teriam oferecido à Ucrânia uma garantia de segurança semelhante à do artigo 5º da Otan, que estabelece o compromisso de defesa coletiva, mas sem a adesão formal à Aliança Atlântica.
Ao término da cúpula de sexta-feira com Vladimir Putin, Donald Trump afirmou que seus esforços agora se concentram na elaboração de um acordo de paz que permita encerrar a guerra, sem passar pela etapa de um cessar-fogo.
A Coalizão dos Voluntários reúne a maioria dos grandes países europeus, a União Europeia, a Otan e também países não europeus, como o Canadá.