Polícia pede prisão preventiva das três suspeitas de integrar quadrilha que teria causado prejuízo de quase R$ 15 mil às vítimas.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) indiciou, na segunda-feira, três mulheres pelos crimes de roubo qualificado e associação criminosa, informa reportagem do portal G1. Elas são suspeitas de dopar e roubar dois turistas britânicos na última semana, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

As investigadas foram identificadas como Amanda Couto Deloca, de 23 anos; Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 26; e Raiane Campos de Oliveira, de 27. A polícia também solicitou à Justiça a prisão preventiva do trio. O relatório com as conclusões da investigação foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que decidirá se oferece denúncia formal contra as acusadas.
Segundo a Deat, o crime ocorreu após um encontro em um bar na Lapa, Região Central da cidade. Os turistas relataram que receberam das mulheres copos de caipirinha e, a partir desse momento, não se lembram do que aconteceu. Mais tarde, um deles chegou a desmaiar na areia da praia de Ipanema, cena que foi registrada por testemunhas e viralizou nas redes sociais.
Prejuízo e transações suspeitas
De acordo com a polícia, o prejuízo final foi estimado em cerca de R$ 14,6 mil. Inicialmente, uma das vítimas afirmou ter perdido R$ 110 mil, mas em novo depoimento explicou que, embora os criminosos tenham tentado movimentar aproximadamente R$ 150 mil (20 mil libras) de um investimento, a maior parte permaneceu na conta. A quadrilha conseguiu efetuar compras no valor de 1,7 mil libras e converter 300 libras em bitcoins — valores que, com a cotação de R$ 7,30 por libra, totalizam quase R$ 15 mil.
Histórico criminal
Entre as acusadas, Raiane Campos de Oliveira tem um histórico extenso com a polícia, acumulando 20 passagens e seis meses de prisão. Em 2023, ela chegou a ser condenada a seis anos de regime semiaberto por roubar um turista inglês que também alegou ter sido dopado após conhecê-la em um evento na Pedra do Sal. No entanto, no mês passado, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio a absolveu, por entender que não havia provas suficientes de sua participação no crime.
Buscas e denúncias
O G1 apurou que o Disque Denúncia já recebeu oito ligações com informações sobre o paradeiro das três suspeitas, que estão sendo verificadas pela polícia. Até o momento, não foi possível localizar as defesas de Amanda, Mayara e Raiane.
O caso segue sob investigação, enquanto a Justiça analisa o pedido de prisão preventiva apresentado pela Deat.