Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Ação do Credit Suisse se recompõe após empréstimos do Banco Central

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Quinta, 16 de Março de 2023 às 14:42, por: CdB

"Essas medidas demonstram uma ação decisiva para fortalecer o Credit Suisse à medida que continuamos a nova transformação estratégica para agregar valor aos nossos clientes e outras partes interessadas", afirmou o CEO do banco, Ulrich Körner, em comunicado.


Por Redação, com Bloomberg - de Berna

O Credit Suisse anunciou nesta quinta-feira que pegou emprestado US$ 54 bilhões do Banco Central da Suíça, num movimento para fortalecer sua liquidez e reservas de depósitos. Fundado há 167 anos, o segundo maior banco suíço enfrenta o pior momento de sua história. O banco anunciou ainda uma série de operações de recompra de dívidas, no valor estimado de US$ 3 bilhões.

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O Credit Suisse é uma das casas bancárias mais tradicionais da Suíça


"Essas medidas demonstram uma ação decisiva para fortalecer o Credit Suisse à medida que continuamos a nova transformação estratégica para agregar valor aos nossos clientes e outras partes interessadas", afirmou o CEO do banco, Ulrich Körner, em comunicado.

Após uma forte queda de mais de 24% na véspera, a ação do Credit Suisse registrou fortes ganhos na sessão desta quinta-feira, impulsionando os papéis de outras empresas do setor bancário, após receber o apoio do Banco Central da Suíça. Os ativos fecharam em alta de 19,15%, a 2,02 francos suíços, na Bolsa de Zurique, depois de registrar mínima histórica de 1,55 franco na quarta.

O Credit Suisse é o primeiro grande banco global a receber um resgate de emergência desde a crise financeira de 2008 e seus problemas levantaram sérias dúvidas sobre a capacidades de bancos centrais sustentarem suas lutas contra a inflação e os aumentos agressivos das taxas de juros.

Crise interna


O Credit Suisse viveu, na véspera, seu pior dia na bolsa, com queda de mais de 20% no valor de suas ações, com reflexos negativos nas ações de outros bancos europeus.

Fundado em 1856, o banco sediado em Zurique perdeu cerca de 30% do seu valor na bolsa de valores do país desde meados da semana passada, em um momento em que a sua crise interna, que veio à tona em 2019, foi potencializada pela instabilidade no setor financeiro desencadeada pelo colapso do Silicon Valley Bank (SVB) nos EUA.

No início do dia, os dois principais executivos do Credit Suisse tentaram tranquilizar os investidores sobre a solidez financeira do gigante bancário, mas não conseguiram convencê-los. A preocupação com o Credit Suisse ultrapassa as fronteiras do país europeu e o Tesouro dos EUA também mencionou que monitora a situação, “em contato com os seus homólogos internacionais”.

Turbulência


Na França, a primeira-ministra, Elisabeth Borne, apelou publicamente às autoridades suíças para resolver os problemas do banco e pediu ao seu ministro das Finanças para falar com seu homólogo em Berna. Para o SNB e o Finma, "a atual turbulência no mercado bancário (norte-)americano não sugere que haja risco de contágio direto para os estabelecimentos suíços".

O Credit Suisse registrou prejuízo de 1,6 bilhão de euros em 2021, e de 7,4 bilhões de euros em 2022. O banco também sofreu saques no valor de 126 bilhões de euros em 2022.

Entre os principais fatores subjacentes às contas sombrias do banco está a sua exposição a empresas de risco que entraram em colapso em anos anteriores, como o fundo de hedge norte-americano Archegos e a empresa de serviços financeiros anglo-australiana Greensill. Além das dificuldades financeiras, existem problemas de reputação no banco, que levaram a uma extensa remodelação do seu conselho nos últimos anos.

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