A Polícia Metropolitana da capital dos EUA está sob controle da administração federal, que também enviou a Guarda Nacional às ruas da cidade.
Por Redação, com CartaCapital – de Washington
O procurador-geral de Washington processou a administração de Donald Trump por aquilo que chamou de uma tomada de controle “hostil” da força policial da capital norte-americana, necessária, segundo o presidente republicano, para combater o crime violento.

Nesta semana, o mandatário colocou a Polícia Metropolitana da capital sob o controle do governo federal e enviou a Guarda Nacional às ruas da cidade. Depois, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, emitiu uma ordem para designar um funcionário selecionado por ela como comissário policial temporário.
A lei federal que rege a capital “não autoriza esta usurpação descarada da autoridade do distrito sobre seu próprio governo”, escreveu o procurador Brian Schwalb em uma ação movida perante um tribunal federal. Schwalb pediu a suspensão imediata da ordem de Bondi.
As ações do governo “vão além dos limites da autoridade restrita do presidente e, em vez disso, buscam a tomada (de controle) hostil” do Departamento Metropolitano de Polícia (MPD, em sua sigla em inglês), afirmou Schwalb em uma declaração nas redes sociais.
– Isso é uma afronta à dignidade e à autonomia de 700 mil norte-americanos que chamam Washington de lar – acrescentou.
Congresso
Ao contrário dos 50 Estados, Washington opera sob uma relação única com o governo federal que limita sua autonomia e garante ao Congresso controle extraordinário sobre os assuntos locais.
Desde meados dos anos 70, a Lei de Autonomia Local permitiu aos residentes elegerem um prefeito e um conselho municipal, embora o Congresso continue a administrar o orçamento da cidade.
A cidade, majoritariamente democrata, enfrenta acusações dos políticos republicanos de que está sobrecarregada pelo crime, repleta de pessoas sem-teto e mal administrada financeiramente.
No entanto, informações da Polícia de Washington mostram quedas significativas no crime violento entre 2023 e 2024, embora isso tenha ocorrido após um aumento durante a pandemia.