Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Vladimir Putin assina tratados de anexação de regiões ucranianas

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Sexta, 30 de Setembro de 2022 às 08:28, por: CdB

Em violação ao direito internacional, presidente russo anexa parte do território da Ucrânia ocupado por Moscou. "Pessoas em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia se tornam nossos cidadãos para sempre."

Por Redação, com DW - de Moscou

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta sexta-feira  tratados para anexar quatro regiões ucranianas parcialmente ocupadas pelas forças russas. A medida, ilegal e duramente condenada pela comunidade internacional, marca uma escalada no conflito e dá início a uma fase imprevisível, sete meses após a invasão da Ucrânia por Moscou.
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin
Em um discurso que antecedeu a cerimônia de assinatura, Putin disse que usaria "todos os meios disponíveis" para proteger o território que a Ucrânia e seus aliados ocidentais afirmam estar sendo reivindicado ilegitimamente por Moscou e em violação do direito internacional. O líder russo pediu que o governo ucraniano "cesse imediatamente as hostilidades" e se sente à mesa de negociação a fim de encerrar o conflito, mas alertou que a Rússia nunca abrirá mão das regiões recém-anexadas e as protegerá como parte de seu território soberano. – Quero dizer isto ao regime de Kiev e seus mestres no Ocidente: as pessoas que vivem em Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia estão se tornando nossos cidadãos para sempre – disse Putin, perante centenas de dignitários na sede do Kremlin, em Moscou.

Referendos

O presidente argumentou que "referendos aconteceram e seus resultados são bem conhecidos". "Esta é a vontade de milhões de pessoas", afirmou. "O povo fez sua escolha. Este é um direito inalienável." A anexação, que viola o direito internacional, ocorre dias depois da realização de pseudorreferendos organizados por Moscou nas regiões ucranianas de Zaporíjia, Kherson, Lugansk e Donetsk. As autoridades pró-Rússia nesses territórios reivindicaram uma vitória esmagadora do "sim" à anexação, mas o resultado não foi reconhecido pela comunidade internacional. Em 2014, a Rússia já havia usado o resultado de um chamado referendo, realizado sob ocupação militar, para legitimar a anexação, também em violação do direito internacional, da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.
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