Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Trump não descansa e, depois do Brasil, penaliza México e UE

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Sábado, 12 de Julho de 2025 às 14:47, por: CdB

No início desta semana, Trump emitiu novos anúncios de tarifas para vários países, incluindo Japão, Coreia do Sul, Canadá; além do Brasil, bem como uma tarifa de 50% sobre o cobre produzido maciçamente no Chile.

Por Redação, com Reuters – Washington

Depois de impor taxas de 50% sobre os produtos brasileiros, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou, neste sábado, a imposição de tarifas aos bens importados da União Europeia (UE) e do México em 30%, também a partir de 1º de agosto. O anúncio ocorreu também pela rede social Truth, de propriedade do mandatário, em cartas abertas ao público.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen eleva o tom contra os EUA

“O México tem me ajudado a proteger a fronteira, MAS o que o México tem feito não é suficiente. O México ainda não deteve os cartéis que estão tentando transformar toda a América do Norte em um playground do narcotráfico”, escreveu à presidente do México, Claudia Sheinbaum.

No início desta semana, Trump emitiu novos anúncios de tarifas para vários países, incluindo Japão, Coreia do Sul, Canadá; além do Brasil, bem como uma tarifa de 50% sobre o cobre produzido maciçamente no Chile.

 

Indústria

“A União Europeia permitirá o acesso completo e aberto ao mercado dos Estados Unidos, sem que nenhuma tarifa seja cobrada de nós, em uma tentativa de reduzir o grande déficit comercial”, escreveu Trump na carta divulgada nesta sábado.

A UE esperava chegar a um acordo comercial abrangente com os EUA para o bloco de 27 países, incluindo tarifas zero por zero sobre produtos industriais, mas meses de negociações difíceis levaram à percepção de que provavelmente terá que se contentar com um acordo provisório e esperar que algo melhor ainda possa ser negociado.

Para oficiais do bloco econômico, no entanto, o anúncio deste sábado é uma tática de negociação de Trump.

Acordo

O bloco de 27 países está sob pressões conflitantes, uma vez que a Alemanha pediu um acordo rápido para proteger sua indústria, enquanto outros membros da UE, como a França, disseram que os negociadores da UE não deveriam ceder a um acordo unilateral nos termos dos EUA.

Em resposta ao anúncio de Trump, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE está preparada para tomar as medidas necessárias para salvaguardar seus interesses caso os EUA prossigam com a imposição de uma tarifa de 30% e que o bloco continua pronto “para continuar trabalhando em direção a um acordo até 1º de agosto”.

— Poucas economias no mundo igualam o nível de abertura e adesão da União Europeia a práticas comerciais justas. Tomaremos todas as medidas necessárias para salvaguardar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário — concluiu von der Leyen.

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