A decisão foi tomada após quase três horas de audiência de custódia na Corte de Apelação de Roma, três dias depois da captura de Zambelli em um apartamento na capital italiana.
Por Redação, com ANSA – de Roma
A Justiça da Itália decidiu manter a deputada federal Carla Zambelli presa enquanto tramita o pedido de extradição apresentado pelo governo do Brasil, onde a parlamentar bolsonarista foi condenada em via definitiva a 10 anos de cadeia.

A decisão foi tomada após quase três horas de audiência de custódia na Corte de Apelação de Roma, três dias depois da captura de Zambelli em um apartamento na capital italiana.
A deputada está detida na penitenciária de Rebibbia, uma das principais do país, e passará por uma nova audiência em meados de agosto, quando a Justiça decidirá sobre uma eventual revogação da medida cautelar.
O advogado de Zambelli, Pieremilio Sammarco, defende que ela acompanhe o processo de extradição em liberdade, porém a Embaixada do Brasil na Itália pede que a parlamentar continue presa para evitar o risco de fuga. “Sou uma perseguida e inocente”, disse a deputada na audiência de custódia.
Interpol
Alvo de um mandado de prisão da Interpol, ela havia fugido para a Itália, nação da qual tem cidadania, no início de junho, para escapar de uma condenação a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O crime foi cometido com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, sentenciado a oito anos e três meses de detenção, e tinha o objetivo de prejudicar a credibilidade do poder Judiciário.
A deputada chegou a gravar um vídeo antes de ser presa, no qual garante estar “tranquila” e que não vai “voltar ao Brasil para cumprir pena”. “Se eu tiver que cumprir pena, vai ser aqui na Itália, que é um país justo e democrático”, declarou.
O processo de extradição tem duração incerta, e a palavra final caberá ao Ministério da Justiça italiano.