Acareação é um recurso em que duas ou mais partes no processo são colocadas frente a frente para esclarecer contradições em seus depoimentos. Segundo a defesa de Braga Netto, há duas divergências pendentes entre o ex-ministro e Cid.
Por Redação – de Brasília
Os advogados do ex-ministro Walter Braga Netto solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera, a acareação autorizada nesta terça-feira pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, entre o cliente deles e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. Moraes também acolheu o pedido da defesa de Anderson Torres e autorizou a acareação entre o ex-ministro da Justiça e o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército.

Acareação é um recurso em que duas ou mais partes no processo são colocadas frente a frente para esclarecer contradições em seus depoimentos. Segundo a defesa de Braga Netto, há duas divergências pendentes entre o ex-ministro e Cid.
A primeira delas diz respeito à reunião realizada em novembro de 2022 na casa de Braga Netto. Segundo Cid, o encontro teve o objetivo de discutir o plano denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, que tratava de assassinatos seletivos de líderes políticos.
Proximidade
Cid alegou que, durante a reunião, os participantes expressaram insatisfação com os resultados das eleições e com a maneira como as Forças Armadas estavam tratando o assunto. O ex-ministro teria então pedido que Cid se retirasse para que passassem a discutidas “medidas operacionais”.
A outra divergência envolve uma suposta entrega de dinheiro por parte de Braga Netto a Mauro Cid, com a finalidade de financiar o golpe de Estado frustrado no 8 de Janeiro. Cid afirmou que o ex-ministro entregou a ele o dinheiro em uma caixa de vinho no Palácio da Alvorada. Braga Netto nega.