Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

Psicólogo infantil é condenado a 55 anos por abusos em Valinhos

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Quarta, 27 de Agosto de 2025 às 13:06, por: CdB

De acordo com a acusação, Menezes abusou de três pacientes, com idades entre 11 e 13 anos, durante atendimentos realizados em sua clínica.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O psicólogo infantil Rafael Ladenthin Menezes foi condenado a 55 anos e cinco meses de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de vulneráveis. A informação sobre a condenação foi revelada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). nesta segunda-feira.

Psicólogo infantil é condenado a 55 anos por abusos em Valinhos | Rafael Ladenthin Menezes é psicólogo especializado no atendimento a crianças e adolescentes
Rafael Ladenthin Menezes é psicólogo especializado no atendimento a crianças e adolescentes

De acordo com a acusação, Menezes abusou de três pacientes, com idades entre 11 e 13 anos, durante atendimentos realizados em sua clínica, localizada em Valinhos, no interior de São Paulo. Os crimes ocorreram entre 2023 e 2024 e foram descobertos após os pais das vítimas perceberem mudanças de comportamento nos filhos.

A sentença foi publicada em 5 de agosto e ainda cabe recurso. Menezes está preso preventivamente desde julho de 2024.

Defesa contesta condenação

O advogado de Menezes, João Paulo Sangion, afirmou que já recorreu da decisão. Ele sustenta que o processo apresenta nulidades, a defesa foi cerceada e a dosimetria da pena desrespeitou a legislação penal.

Reparação às vítimas

Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o psicólogo pague indenização mínima de R$ 20 mil a cada vítima, a título de danos morais. O agravamento da condenação considerou a relação de autoridade existente entre o profissional e os pacientes.

Medidas judiciais

No momento da prisão preventiva, em julho de 2024, a Justiça autorizou também buscas e apreensão no consultório de Menezes e a quebra do sigilo de mensagens e ligações em seu celular e notebook.

Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que, por se tratar de crimes contra crianças e adolescentes, o processo tramita em segredo de justiça, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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