Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Polícia prende trio com estátuas sacras e placas furtadas em MG

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Sexta, 22 de Agosto de 2025 às 11:27, por: CdB

O material, considerado patrimônio histórico, era levado em um caminhão de entulho; trio foi interceptado em Cachoeiras de Macacu.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Policiais civis e militares do Rio de Janeiro prenderam, na quarta-feira, três homens acusados de transportar peças de patrimônio cultural furtadas em Minas Gerais. A ação ocorreu em Cachoeiras de Macacu, na região serrana fluminense, quando o caminhão em que estavam foi interceptado pelas forças de segurança.

Polícia prende trio com estátuas sacras e placas furtadas em MG | Peças sacras encontradas em caminhão de entulho no Rio
Peças sacras encontradas em caminhão de entulho no Rio

De acordo com a polícia, os objetos apreendidos incluíam estátuas sacras e placas fúnebres. O material era levado em um caminhão de entulho, numa tentativa de camuflar a carga. Os detidos são o motorista e proprietário de um ferro-velho, além de dois de seus funcionários.

As peças foram encaminhadas para perícia, enquanto a Polícia Civil de Minas Gerais prossegue com as investigações sobre o furto. Os suspeitos responderão por associação criminosa e receptação.

Patrimônio histórico na mira

Casos semelhantes têm sido registrados nos últimos anos em Minas, levando o Ministério Público do estado a reforçar a proteção ao patrimônio histórico e religioso. Em março deste ano, por exemplo, uma carta escrita por Santos Dumont foi devolvida ao Arquivo Público Mineiro, junto com outros 21 documentos históricos resgatados em diferentes investigações.

Também foram recuperadas imagens sacras desaparecidas há décadas. Entre elas, a escultura de São José de Botas, extraviada de Sabará em 1947 e recuperada em 2023, e a imagem de São Bento, do século 18, devolvida a Diamantina após 20 anos.

Autenticidade e tecnologia

Segundo o Ministério Público mineiro, a autenticidade dos bens é confirmada por uma equipe técnica de historiadores da Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio Cultural. As devoluções só ocorrem após rigorosa análise documental e pericial.

Para auxiliar nas buscas, foi criada a plataforma Sondar, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O sistema reúne dados de 1,5 mil bens desaparecidos, dos quais 660 já foram resgatados e 170 devolvidos às comunidades de origem.

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