Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

PM faz operação contra criminosos no Catiri, ônibus mudam rota

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Quinta, 21 de Agosto de 2025 às 10:33, por: CdB

A ação pretende coibir criminosos do crime organizado na região, frequentemente marcada por conflitos entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Moradores do Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, acordaram sob risco de tiros, na manhã desta quarta-feira, em razão de uma operação realizada por equipes do Comando de Operações Especiais (COE) na região. Por conta da movimentação, três linhas de ônibus tiveram o trajeto alterado.

PM faz operação contra criminosos no Catiri, ônibus mudam rota | Ao todo, sete escolas tiveram que cancelar as aulas na região
Ao todo, sete escolas tiveram que cancelar as aulas na região

A ação pretende coibir criminosos do crime organizado na região, frequentemente marcada por conflitos entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV).  Segundo o Rio Ônibus, três linhas que trafegam pelo local sofreram desvios:

V790 (Campo Grande x Cascadura)

731 (Campo Grande x Marechal Hermes)

737 (Santissimo x Cascadura)

As atividades também interromperam o dia de aula em seis escolas da rede municipal na região, informou a Secretaria Municipal de Educação. Uma escola estadual da comunidade também precisou ser fechada. Ainda não há registro de presos ou apreensões.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de saúde que atendem à região, incluindo clínicas da família e centros municipais de saúde, foram impactadas. Destas, uma suspendeu completamente suas atividades, enquanto as outras quatro interromperam as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares.

Guerra por domínio

Em julho, a facção criminosa Comando Vermelho (CV) tomou o controle da área e expulsou os milicianos da localidade, passando a impor novas regras à população e aos comerciantes locais.

 As ordens determinadas pela facção também passaram a orientar motoristas a circularem com os pisca-alerta ligados e motociclistas a evitarem o uso de capacetes ao transitar pela localidade.

PF apreende material para fabricar fuzis em Rio das Pedras

A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira, uma operação de busca e apreensão para investigar um esquema de importação ilegal de peças de fuzil para abastecer milicianos que agem em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. A ação terminou com a apreensão de maquinários, como uma impressora 3D, equipamentos e assessórios usados na fabricação e montagem de armas e munições.

Também foi expedido um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que não foi localizado e é considerado foragido.

Segundo as investigações, o material era importado ilegalmente de Miami, nos Estados Unidos, e utilizado na montagem das armas para milicianos, conforme os agentes, o grupo tem o objetivo de expandir seu domínio territorial e se reforçar em confrontos com forças de segurança e facções rivais.

A operação é desdobramento de uma investigação iniciada após a Receita Federal interceptar várias remessas do material no Aeroporto do Galeão. Em julho deste ano, um homem identificado como o destinatário das encomendas foi preso em flagrante pela Polícia Federal no Rio.

Milícia de Rio das Pedras

Rio das Pedras é amplamente reconhecido como o berço das milícias na cidade. O grupo paramilitar da região chegou a ser liderado por Dalmir Pereira Barbosa e, posteriormente, por seu filho Taillon de Alcântara Pereira Barbosa.

Sob Tailon, a milícia expandiu sua atuação para áreas como Muzema, Gardênia Azul, Jacarepaguá, Campo Grande e até regiões mais afastadas como Seropédica. O grupo exerce controle rígido sobre moradores e comerciantes, impondo serviços como segurança, venda de gás, transporte alternativo e até a liberação de construções irregulares.

Nos últimos anos, a situação em Rio das Pedras se agravou devido à disputa territorial com o Comando Vermelho, desencadeando uma série de confrontos violentos, resultando em mortes e no aumento da tensão na região. Pressionada pela perda de território, passou a reforçar seus métodos de financiamento, chegando ao ponto de cobrar diretamente dos moradores uma “taxa de segurança” mensal, inclusive batendo de porta em porta para recolher os valores.

Segundo investigações, o grupo chegou a movimentar cerca de R$ 2 milhões por mês com suas atividades ilegais.

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