De acordo com a pesquisa, 49% afirmam que Lula age em defesa do Brasil ao contestar as ações dos Estados Unidos e ativar um discurso em defesa da soberania nacional, enquanto 41% acreditam que o presidente está aproveitando a situação para se promover.
Por Redação – de Brasília
Para a maioria absoluta dos brasileiros, cerca de 48% segundo pesquisa Genial/Quest divulgada nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz o que é o mais certo em relação ao ‘tarifaço’ aplicado pelos EUA aos produtos brasileiros. Um percentual bem menor, de 28%, por sua vez, considera que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados estão corretos. Para 15%, nenhum dos dois lados está agindo corretamente.

De acordo com a pesquisa, 49% afirmam que Lula age em defesa do Brasil ao contestar as ações dos Estados Unidos e ativar um discurso em defesa da soberania nacional, enquanto 41% acreditam que o presidente está aproveitando a situação para se promover.
A pesquisa desta quarta-feira também aponta que o governo Lula registrou pela segunda vez seguida tendência de queda na desaprovação, que hoje é de 51%. A gestão também atingiu em agosto o maior percentual de aprovação desde janeiro, com 46%.
A reação de Lula às medidas do presidente norte-americano, Donald Trump, e uma percepção de queda na inflação de alimentos estão entre os fatores que, segundo a Genial/Quaest, contribuíram para a recuperação.
Bolsonaro
Segundo o estudo, a maioria dos eleitores acredita que a atuação política do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos é motivada pela defesa de interesses próprios do parlamentar e os de sua família. Pensam dessa forma 69% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa. Para 23%, o deputado está defendendo os interesses do Brasil. Outros 8% não responderam.
Os pesquisadores perguntaram se a atuação do parlamentar, conhecido como filho ’03’, nos EUA, onde vive desde o início do ano, é em defesa do interesse do Brasil, ou do seu próprio e da sua família.
Eduardo Bolsonaro viajou para os EUA sob a alegação de que sofre perseguição jurídica no Brasil. Com aliados no governo do presidente Donald Trump, Eduardo também buscou nos EUA auxílio para fazer a defesa política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente liderar o golpe de Estado fracassado em 2022, e para articular sanções a autoridades brasileiras.