A repercussão do caso vem crescendo desde que Washington anunciou as sanções financeiras contra Moraes, uma das figuras centrais do combate aos ataques à democracia brasileira e relator das ações contra Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Por Redação – de Brasília
A decisão do governo norte-americano de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky provocou forte reação no meio político brasileiro. Em vídeo publicado nesta quarta-feira, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), classificou a medida como um “ataque ao Brasil” e denunciou o envolvimento do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na articulação das sanções, chamando-o de “canalha” e “traidor da pátria”.

A repercussão do caso vem crescendo desde que Washington anunciou as sanções financeiras contra Moraes, uma das figuras centrais do combate aos ataques à democracia brasileira e relator das ações contra Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se da primeira vez em que um magistrado brasileiro é enquadrado na legislação norte-americana.
— Vergonha o que esse Trump está fazendo com os Estados Unidos. Isso não é mais uma democracia. É um projeto autoritário. Quero dizer aqui que hoje o Brasil inteiro é o ministro Alexandre de Moraes. O ataque ao ministro não é um ataque pessoal. É um ataque ao país, à nossa soberania, à nossa democracia, ao Poder Judiciário independente — afirmou Lindbergh a jornalistas, em tom incisivo.
Solidariedade
A fala do deputado petista aponta para uma tentativa de mobilizar solidariedade institucional e política em defesa de Moraes, num momento em que a relação entre os governos brasileiro e norte-americano atravessa forte turbulência.
— Ministro Alexandre de Moraes, nossa solidariedade. Hoje todo o Brasil é o ministro Alexandre de Moraes nesta luta, na defesa das nossas instituições e da nossa democracia — concluiu.