Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Motta distribui milhões em emendas parlamentares, sem autorização

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Segunda, 07 de Julho de 2025 às 20:34, por: CdB

O montante soma-se aos outros R$ 37 milhões já previstos para cada deputado por meio das emendas individuais, estas de execução obrigatória. Já as emendas de comissão — cujos R$ 11 milhões adicionais foram confirmados por ao menos seis deputados — dependem da liberação pelo Executivo.

Por Redação – de Brasília

Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) liberou, nesta segunda-feira, mais um pacote de emendas de comissão no valor de R$ 11 milhões para cada colega. A medida, que se inspira na tática do antecessor, Arthur Lira (PP-AL), busca fortalecer o seu grupo dentro do chamado ‘Centrão’.

Motta distribui milhões em emendas parlamentares, sem autorização | Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) integra o ‘Centrão’
Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) integra o ‘Centrão’

O montante soma-se aos outros R$ 37 milhões já previstos para cada deputado por meio das emendas individuais, estas de execução obrigatória. Já as emendas de comissão — cujos R$ 11 milhões adicionais foram confirmados por ao menos seis deputados — dependem da liberação pelo Executivo para que sejam efetivamente pagas. Isso as torna uma poderosa ferramenta de negociação política no momento em que a base aliada ao governo se esfarela.

 

Propostas

Na prática, os deputados devem direcionar suas emendas às comissões temáticas, que ficam responsáveis por aprovar formalmente as sugestões e registrá-las em ata. Algumas delas, como as de Saúde, Esporte e Turismo, já abriram seus sistemas internos para o cadastramento das propostas, ainda sem um prazo final estipulado.

Paralelamente à cota individual, segundo apurou o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo (FSP), os líderes partidários e o próprio Hugo Motta terão acesso a parcelas ainda maiores de recursos federais. Os valores, no entanto, não são tornados públicos e variam de acordo com o tamanho das bancadas.

Ao longo dos anos anteriores, alguns líderes partidários receberam cotas que superaram os R$ 100 milhões, sem responder aos questionamentos básicos impostos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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