Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Morre no Rio o cartunista Aliedo Kammar, que vai fazer muita falta

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Quarta, 20 de Abril de 2022 às 09:18, por: CdB

Mais importantes ainda para o jornalista, cartunista, chargista e artista gráfico de mão cheia Aliedo Kammar, gaúcho de Porto Alegre que jamais abandonou o sotaque ainda que distante, mesmo depois de décadas no Rio de Janeiro, foram os amigos.

Por Gilberto de Souza - do Rio de Janeiro
Aos 68 anos, o cartunista, chargista, ilustrador e jornalista Aliedo Kammar deixou vazio, nesta quarta-feira, seu posto na trincheira do humor, da crítica, da sensibilidade política que marcou sua carreira, nos principais diários do país; além da colaboração inteligente e perspicaz para uma miríade de projetos gráficos. Seu traço era leve mas, ao mesmo tempo, capaz de produzir cortes profundos na realidade opressora contra a qual lutou, ao longo de uma vida inteira.
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Aliedo Kammar, jornalista, cartunista e artista gráfico Aliedo colaborou com o Correio do Brasil ao longo de mais de uma década, e gostava de acompanhar a impressão do jornal
Mais importantes ainda para o gaúcho de Porto Alegre, que jamais abandonou o sotaque ainda que distante, mesmo depois de décadas no Rio de Janeiro, foram os amigos. “Aliedo Kammar nos deixou ontem. (…) Gaúcho, artista refinado, nos conhecemos no JB na década de 70. Fez capas para meus dois livros, o último sai no fim deste mês. Colaborou comigo na Revista Bio durante quase 10 anos. Um artista
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“Foi vizinho em Santa Teresa, companheiro de botequim. Enfim, uma pessoa que nos fará muita falta com o brilho de sua inteligência, a pungência de seu traço, seu irrevogável comprometimento social. Vai na paz, amigo”, escreveu nesta manhã o jornalista Romildo Guerrante, em uma rede social. Quando na Redação do Correio do Brasil, na Lapa - Centro da Cidade - nos idos de 2005, em que imprimíamos o diário nas oficinas da Tribuna da Imprensa, distante apenas dois quarteirões e alguns botequins no caminho - acompanhar a impressão do vespertino era uma forma de lazer para o artista gráfico que amava o que fazia. “Isso faz toda a diferença”, disse certa vez num daqueles bares entre a Rua do Resende e a Lavradio, em um devaneio filosófico sobre a importância de se fazer para viver aquilo que se ama. Descanse em paz, Aliedo. Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.
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