“Embora se trate de um único documento em formato editável, sem data e assinatura, seu teor revela que o réu, desde a deflagração da operação Tempus Veritatis, planejou atos para fugir do país, com o objetivo de impedir a aplicação de lei penal”, diz o relatório. Segundo os investigadores, a última modificação do documento ocorreu em 12 de fevereiro de 2024.
Por Redação – do Rio de Janeiro
O relatório final da Polícia Federal (PF) divulgado nesta quarta-feira revela que o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) preparou um pedido de asilo político na Argentina.
“Embora se trate de um único documento em formato editável, sem data e assinatura, seu teor revela que o réu, desde a deflagração da operação Tempus Veritatis, planejou atos para fugir do país, com o objetivo de impedir a aplicação de lei penal”, diz o relatório. Segundo os investigadores, a última modificação do documento ocorreu em 12 de fevereiro de 2024.

As investigações da PF sobre a suposta tentativa de fuga do réu no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvem o pastor Silas Malafaia, que foi alvo de uma operação de busca e apreensão realizada por agentes federais, nesta tarde. Malafaia teve o telefone celular apreendido no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar de Lisboa. Por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, o pastor teve passaportes cancelados, não pode sair do país, sequer manter contato com Jair e Eduardo Bolsonaro, mesmo por intermédio de outras pessoas.
Investigações
Moraes também autorizou a quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e telefônicos dos equipamentos apreendidos.
A PF havia incluído o pastor no inquérito sob relatoria de Alexandre de Moraes que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo por suposta tentativa de embaraçar as investigações.
“A continuidade das investigações demonstrou fortes indícios de participação de Silas Lima Malafaia na empreitada criminosa, de maneira dolosa e com unidade de desígnios com Jair Messias Bolsonaro e Eduardo Nantes Bolsonaro”, redigiu Moraes, na decisão que autorizou as medidas contra Malafaia.