Os dados foram coletados até às 21h da noite passada. O volume total de publicações sobre o tema ultrapassou 1,16 milhão de menções, com uma média de 51 mil interações por hora e mais de 401 mil autores únicos.
Por Redação – de Brasília
Levantamento realizado pela Quaest e divulgado nesta terça-feira mostra que 53% das menções nas redes sociais foram favoráveis à prisão do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro, ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Contrários à medida somaram 47% das opiniões.

Os dados foram coletados até às 21h da noite passada. O volume total de publicações sobre o tema ultrapassou 1,16 milhão de menções, com uma média de 51 mil interações por hora e mais de 401 mil autores únicos. Além da predominância de manifestações favoráveis, essas mensagens também se destacaram por um maior grau de engajamento e dispersão entre os perfis, o que, segundo a Quaest, revela uma dinâmica mais espontânea e orgânica.
A decisão de Moraes foi motivada pelo reiterado descumprimento de medidas cautelares impostas a Bolsonaro no âmbito das investigações que tramitam no STF. Desde 18 de julho, ele está sujeito a restrições, como a proibição de uso de redes sociais — inclusive por meio de intermediários.
Vídeo
No domingo, porém, Bolsonaro apareceu em um vídeo publicado no perfil de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A mensagem foi removida pouco depois. Dias antes, Bolsonaro também havia violado a medida ao discursar pessoalmente para apoiadores na Câmara dos Deputados.
Os dados revelam não apenas o impacto do episódio na esfera digital, mas também a crescente atenção pública às decisões judiciais que envolvem figuras de destaque do cenário político.
A pesquisa da Quaest indica que há uma ligeira maioria que apoia as ações do STF.