Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Lideranças cristãs condenam violência de colonos na Cisjordânia

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Terça, 29 de Julho de 2025 às 13:04, por: CdB

Os líderes cristãos também denunciaram o “clima de impunidade que prevalece e põe em risco a coexistência pacífica na terra da Ressurreição”.

Por Redação, com ANSA – de Jerusalém

Os patriarcas e líderes das igrejas cristãs de Jerusalém expressaram “profunda preocupação” após o ataque de colonos israelenses contra a comunidade de Taybeh, na Cisjordânia ocupada.

Lideranças cristãs condenam violência de colonos na Cisjordânia | Carro incendiado no vilarejo de Taybeh, na Cisjordânia ocupada
Carro incendiado no vilarejo de Taybeh, na Cisjordânia ocupada

Em comunicado conjunto, os religiosos condenaram o assalto ao vilarejo, que é de maioria cristã, e disseram que esse “grave incidente não é um caso isolado”.

“Faz parte de um alarmante esquema de violência dos colonos contra comunidades da Cisjordânia, incluindo suas casas, lugares sagrados e estilos de vida. Lamentamos que as declarações oficiais da polícia israelense tenham reduzido a questão exclusivamente aos danos a propriedades, omitindo o contexto mais amplo de intimidações e abusos sistemáticos”, afirmaram os patriarcas.

Segundo eles, essas “omissões distorcem a verdade e não enfrentam as violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, incluindo o direito à liberdade religiosa e a proteção do patrimônio cultural”.

Líderes cristãos

Os líderes cristãos também denunciaram o “clima de impunidade que prevalece e põe em risco a coexistência pacífica na terra da Ressurreição”.

“Isso não apenas ameaça as comunidades cristãs, mas enfraquece também os fundamentos morais e jurídicos que sustentam a paz e a justiça para todos”, ressaltaram os patriarcas, que cobraram que o governo israelense aja com “clareza moral para garantir uma proteção eficaz à população de Taybeh e a todas as comunidades vulneráveis”.

O ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando colonos israelenses incendiaram carros e picharam muros com frases de ódio em hebraico no vilarejo, que abriga cerca de 1,3 mil palestinos, em sua maioria cristãos.

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